Sobre o Centro do Histórico do Rio de Janeiro, realçando nesta pagina as principais atrações a serem visitadas. Entre elas a Praça 15, o Paço Real o Arco do Teles a Igreja do Carmo, a Rua Primeiro de Março e demais atrações nas áreas próximas e adjacentes.
Aqui chama-se de Centro Histórico do Rio de Janeiro, os sítios e construções históricas, mais ligadas ao período colonial desde os primórdios da fundação da cidade como também do período subsequente, quando da vinda da Família Real e Corte Portuguesa para o Brasil, englobando também o período do Primeiro e Segundo Reinado.
Entre estes sítios e construções históricas enumero aqui os seguintes, divididos em áreas para facilitar tanto o entendimento como também a visitação.
A Praça XV é o antigo Largo do Carmo, depois Largo do Paço, local de fundamental importância na história do Rio de Janeiro onde localiza-se preservado o o Paço Real ou Paço Imperial, além de outras construções históricas como o Arco do Teles e o Chafariz da Pirâmide.
Destacam-se também duas Igrejas históricas na Praça XV, como a Igreja do Carmo ou Antiga Sé, a Igreja da Ordem 3ª do Carmo, uma ao lado da outra, podendo portanto serem visitadas no mesmo dia, juntamente com as outras construções do local, descritas anteriormente.
A Rua Primeiro de Março já foi a mais movimentada e importante rua do Rio de Janeiro na verdade continua a ser. Na antiga Rua Direita, estão as Igrejas de São João, a Igreja do Carmo ou Antiga Sé, a Igreja da Ordem 3ª do Carmo, a Igreja de Santa Cruz do Miliatares. O Convento do Carmo também nesta rua, de frente para a Praça XV o Paço Imperial faz fundos para a Rua Primeiro de Março. Estas são as mais antigas construções que permanecem no local
Também na Primeiro de Março se encontra o Palácio Tiradentes e a antiga sede do Banco do Brasil, construções estas do início do século 20.
Do lado esquerdo de quem olha para o mar, na Praça XV fica a rua de um antigo mercado, com outras ruas igualmente antigas e com algumas contruções de valor histórico que merecem serem visitadass, entre elas a que sedia hoje a Casa França Brasil.
Nesta área existem muitos bares e restaurantes num ambiente agradável e pitoresco, mesclando descontração e cultura. Parte da Rua do Ouvidor, Rua do Rosário e Travessa do Comércio que vem do Arco do Teles fazem parte desta área e emaranhado de antigas ruas, por onde se vê muitas pessoas sentadas e conversando, tomando algo, comendo petiscos ou fazendo refeiços. O lugar é realmente interessante e vale a pena ser visitado.
O Largo da Misericórida situa-se do lado do direito de quem olha em direção ao mar, estando na Praça XV.
No local encontram-se construções muito antigas e preservadas, e uma antiga relíquida, talvez o mais antigo sítio histórico do Rio que ainda se encontra de pé.
Se trata de um trecho da Ladeira da Misericórdia, ladeira esta que subia para o Morro do Castelo, local dos primeiros assentamentos, após a mudança da Villa Velha (Morro Cara de Cão) para o local onde o Rio de Janeiro verdadeiramente floresceu e deu os primeiros passos. Pode-se ver no local a Igreja de N.S. de Bonsucesso e a Santa Casa de Misericórida.
As edificações do Museu Histórico Nacional também ficam em um antigo sítio histórico chamado Ponta do Calabouço. No local existiu um antigo forte chamado Forte São Tiago, na extremidade do que era uma espécie de ponta de rocha que se projetava contra o mar. Posteriamente no local existiu o Arsenal de Guerra e Casa do Trem.
No ano de 1922, aconteceu uma grande feira mundial no Rio de Janeiro, então capital Federal, com intuito de comemorar os 100 anos da Indepêndencia. As antigas edificações foram reformadas para a feira, e tomaram a aparência que ainda conservam até os dias de hoje. Após o fim da feira, as edificações passaram a abrigar o recém fundado Museu Histórico Nacional.
Também no ano de 1922, época do desmonte do Morro do Castelo, a área havia sido aterrada, e teve sua topografia modificada, perdendo o formato de pequena ponta de terra e rocha que se projetava em direção mar.
Caminhando em direção ao Sul, está a Praça Mauá, que no início da colonização era uma praia com pequeno cais, mas hoje em dia totalmente descaracterizada. Entretanto podem ser vistos alguns edifícios preservados que tem à ver com a história mais recente, ligada ao século 20.
Dos tempos coloniais, nos entornos da Praça Maua existe o Morro de São Bento com o igualmente chamado Mosteiro de São Bento e Igreja de N.S. Montserrat, uma preciosidade e relíquia da arquitetura, engenharia e arte dos tempos coloniais. No interior da Igreja existem valiosos trabalhos de talha barroca de rara beleza.
No bairro da Saúde, vizinho à Praça Mauá, situa-se a Igreja de São Francisco e um antigo casario que pode interessar aos mais minuciosos.
No Morro da Conceição, com entrada pela Rua do Acre, também próximo à Praça Mauá, fica a Fortaleza da Conceição e antigo Palacete do Bispo, edificações estas que remetem a três ou quatro séculos.
Um pouco mais afastado da Praça XV, mas não muito, no Largo da Carioca, se encontra preservado o Convento de São Bento e também as Igrejas anexas, um conjunto de construções dos tempos Coloniais.
Um pouco mais para o Sul, está o Passeio Público, um parque cujo primeiro projeto coube a Mestre Valentim. O parque teve partes demolidas e modificadas, mas ainda conserva as obras escultóricas de Valentim, assim como o portão do mesmo. Excetuando-se a parte do parque que tinha um terraço voltado para a Baía de Guanabara, de um modo geral, o Passeio Público guarda a mesma aparência que tinha após a primeira intervenção, na metade do século 19.
Esta área que vem do Passeio Público (junto ao Largo da Lapa) até o Largo da Carioca já era bastante ocupada nos tempos coloniais foi bastante descaracterizada.
Bem mais afastado da Praça XV, mas a uma distância viável para quem se permite à uma caminhada de meia hora ou mais, estão os Arcos da Lapa ou Aqueduto da Lapa, que levava água do Rio Carioca para os chafarizes que um dia existiram no Largo da Carioca. No Largo da Lapa fica também outra Igreja histórica, a Igreja do Carmo da Lapa.
Saindo do Largo da Carioca e pegando a Rua da Carioca, pode-se ver um antigo casario do início do século 20, e também do final do século 19. A Rua da Carioca desemboca na Praça Tiradentes, ex-Largo do Rócio e ex-Praça da Constituição, é uma área de antiga ocupação, mas não tanto quanto à Praça XV. Pegando a Rua da Carioca e virando à direita
A Praça Tiradentes teve grande importância no primeiro e segundo reinado, e está bastante descaracterizada quando às edificações à sua volta e se encontra em processo de revitalização cultural. Possui construções importantes em seus entornos, mas não remetem aos primordios da colonização.
O Campo de Santana é também outra área que ganhou importância no século 19, sofreu muitas interferênicas, demolições e reconstruções. Possui construções importantes à sua volta, mas não ligadas aos primórdios da colonização.
O enfoque para visita à estas áreas é mais ligado à história do tempo dos Vice-Reis, Primeiro e Segundo Reinados. Excetuando-se algumas igrejas mais antigas, o casario mais antigo que está de pé ou preservado remete ao século 19 e século 20.