Rio de Janeiro AquiRio de Janeiro Aqui

Antiga Sé | Igreja de Nossa Senhora do Monte do Carmo

O conteúdo desta página requer uma versão mais recente do Adobe Flash Player.

Obter Adobe Flash player

A construção e história da Igreja de Nossa Senhara do Monte do Carmo, ou Antiga Sé do Rio de Janeiro, remete aos tempos colonais, quando da vinda dos frades carmelitas ao Rio de Janeiro. Já foi capela Real e sediou importantes passagens históricas.

A Antiga Sé

A Igreja de N.S. do Monte do Carmo e também conhecida como Igreja do Carmo da Antiga Sé, e é também chamada de Antiga Sé, por não ser mais a catedral do Rio de Janeiro desde 1976. A nova Catedral Metropolitana do Rio de Janeiro é uma construção grandiosa e imponente em tamanho, situando-se na Av. Chile.

Mas em termos de importância histórica, arquitetônica e cultural, a Antiga Sé continua a despertar reverência e admiração dento do cenário da Praça XV e da cidade do Rio de Janeiro.

A Pequena Capela e o Convento do Carmo

Foi no ano de 1590, no século 16, que os carmlitas chegaram ao Rio de Janeiro, e então receberam como doação uma pequena capela dedicada à Nossa Senhora do Ó, na Rua Primeiro de Março, que àquele tempo se chamava Rua Direita.

Os Frades então comecaram a construir um grande convento ao lado da capela, sendo que esta edificação ainda existe. A construção se estendeu pelos séculos 17 e 18. Está construção atualmente está um pouco descaracterizada, pois é ocupada por algum orgão da administração pública, com aparelhos de ar condicionado na fachada lateral e algumas outras pequenas modificações. Nas fotos desta página, a construção pode ser vista.

Sobre a Construção da Atual Igreja do Carmo

Em 1761 iniciaram-se as obras da atual igreja, que viriam a substituir a antiga pequena capela. As obras durante 15 anos e foram conduzidas pelo Mestre Manuel Alves Setúbal, quando então em 1770 a nova igreja foi então inaugurada.

Em 1785, Mestre Inácio Ferreira Pinto, iniciou os trabalho internos em madeira, seguindo um estilo rebuscado ou rococó, que causa grande admiração em quem visita.

Igreja da Família Real

No ano de 1808, a D.João VI veio para o Brasil, sendo que por um breve período habitou o Paço Real (ex-Palácio dos Vice-Reis) e depois passou a despachar de lá, de sua Sala do Trono.

O Paço Real era vizinho da Igreja do Carmo que por sua vez ficava ao lado do Convento, e assim por conveniência de proximidade, e por estar à altura, D.João VI decidiu sucessivamente ser a Igreja do Carmo a nova Capela Real Portuguesa e também a Catedral do Rio de Janeiro.

O Convento do Carmo, que ficava bem atrás do Paço Real, separado apenas pela antiga Rua Direita (atual Rua Primeiro de Março), abribou a Rainha e mãe de D.João VI, então Príncipe Regente. Sobre a Rua Direita havia uma passadiço que ligava o Paço Real ao Convento do Carmo, e isto pode ser constato nas inúmeras pinturas e aquarelas de época onde aquele trecho Rua Primeiro de Março (antiga r. Direita) foi retratado.

A rainha D. Maria I (1777-1816) foi instalada no também vizinho Convento do Carmo, sendo ambos os edifícios ligados por um passadiço elevado (hoje inexistente), sobre a Rua Direita.

Eventos Importantes

Entre os mais importantes acontecimentos ocorridos na Igreja do Carmo, destacam-se os seguintes:

A sagração de D.João VI como Rei de Portugal, em 1816, após o falecimento de D. Maria I.

Casamento do então Príncipe D. Pedro I, que viria a ser o futuro Imperador do Brasil com D. Leopondina da Áustria.

Após a Indepêndencia do Brasil, a Igreja do Carmo muda sua denominação para Capela Imperial, e lá ocorre a sagração de D. Pedro I, existindo inclusive uma pintura de Jean Baptiste Debret retratando este fato.

Sagração de D. Pedro II também ocorreu na mesma igreja.

Casamento da Princesa Isabel com o Conde D´Eu (Gastão de Orléans) em 1864.

Modificações

Em 1822 a fachada da Igreja foi alterada (ou completada), tendo então recebido um frontão em estilo clássico, projeto de Pedro Alexandre Cavroé, um arquiteto Português.

Entre 1857 e 1875 a torre e portaria do Convento do Carmo foi demolida para permitir a ligação da Rua 7 de Setembro com a Praça XV. Naquela época, então se chamavam respectivamente, Rua do Cano e Largo do Paço.

Em 1905, a torre foi reconstruída segundo a vontade do Cardeal Arcoverde.

Em 1910 foi contruído um frontispício dando frente para a Rua 7 de Setembro, por vontade do mesmo Cardeal.

As Igrejas situam-se hoje no mesmo local, entretanto por causa destas modificações, se comparar-mos com gravuras antigas, pode-se notar que, os traços originais da fachada foram um pouco alterados.

Igreja de Nossa Senhora do Monte do Carmo e Igreja da ordem terceira do Carmo na Praça 15

Acima a foto da Igreja de Nossa Senhora do Monte do Carmo, que foi a antiga Sé ou Catedral do Rio de Janeiro, até 1976. A igreja da direita, que possui duas torres, é a Igreja da Ordem Terceira do Carmo. Ambas as Igrejas estão tombadas por ogãos ligados à preservação do Patrimônio Histórico Artístico e Cultural, ou seja, devem ser preservadas e mantidas, garantidno a continuidade e permanências destas distintas igrejas pela sua importância histórica, cultural e como obras de engenharia e arquitetura.

 Rua 7 de Setembro com Rua Primeiro de Março, na Praça 15, entre o Convento do Carmo e Igreja do Carmo

Acima, foto da Rua 7 de Setembro com Rua 1º de Março, na Praça XV, entre o Convento do Carmo e Igreja do Carmo.

Observe na foto acima que, do lado direito fica o edifíco do antigo convento do Carmo. Para que a rua 7 de setembro fosse aberta para o Largo do Paço (atual Praça XV), foi necessário demolir a torre e portaria do antigo convento. Isto ocorreu entre 1857 e 1875.

Saindo da Praça XV e entrando na Rua 7 de Setembro, e seguindo em frente, chega-se à av. Rio Branco. Virando à esquerda e seguindo em frente, logo chega-se ao Largo da Carioca e à estação Metrô Carioca.