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Museu
Histórico Nacional
O
local do antigo Arsenal de Guerra, hoje é um Museu Histórico e
também um espaço cultural, com um belissimo café-bar. Foi
restaurado recentemente e conta inclusive com escadas rolantes em
suas intalações. Possui um rico acervo acerca da história do
Brasil, envolvendo pinturas, móveis ligados à fatos históricos,
móveis e artigos de época, inclusive carruagens e automóveis
antigos, e objetos que pertenceram a personagens históricos.
Onde
Fica | Como ir lá
O
Museu Histórico Nacional fica no centro do Rio, próximo à
Praça 15. O local é um pouco complicado para quem vai de
ônibus ou à pé, mas a visita vale à pena.
O
Que Existe para Ver
Um
acervo acerca de tudo que diz respeito à história do Brasil,
com peças, objetos, armas e indumentárias de época,
documentos de fatos históricos, pintura de história e de época.
O
local por sí só é também um atrativo por estar bem
conservado e ter uma atraente arquitetura.
O
local é também um espaço cultural, com local para
exposições e eventos.
No
local também existe um belo e acolhedor Bar-Café, muito bem
ambientado. Enfim, é um local onde se pode passear e
passar horas agradáveis.
História
do Local | Muitas Construções e Destinações
O
local onde está o complexo de construções que hoje abriga o
museu, era chamado nos tempos coloniais e tempos do Império de
Ponta do Calabouço ou Calabouço. Muita coisa ocorreu ao longo
dos anos, e muitas construções e intervenções foram feitas
no local e nos entornos ou áreas adjascentes.
A
Ponta do Calabouço
Na
verdade, aguas do mar chegavam muito perto da construção, e
toda aquela área onde existe um viaduto em frente ao museu é
aterro, feito no início do século 20. Este local, chamado
ponta do calabouço, era estreita ponta que seguia em direção
ao mar, tendo de um lado a Praia da Piaçaba e de outro a Praia
de Santa Luzia. O mar chegava quase a encontar na Igreja de
Santa Luzia, que continua a existir, perto da Academia
Brasileira de Letras e edifícios do Ministério do Trabalho.
Consequentemente, toda a área adiante da Igreja de Santa Luzia,
onde existia a praia de Santa Luzia também foi aterrada. Onde
existe hoje o antigo prédio do MEC ou Ministério da Educação
e Cultura, e também o prédio do Ministério do Trabalho e da
Fazenda, existia o Morro do Castelo que foi demolido.
Forte
Santiago
No
local da ponta do calabouço, em 1567, Mem de Sá colocou
vários canhões, construindo a chamada de Bateria de Santiado.
Posterimente, esta bateria foi ampliada no ano de 1603 e passou
a se chamar Forte de Santiago.
O
Calabouço
O
nome do local passou a ser conhecido como calabouço, por que a
partir do ano de 1963 o Forte passou a servir também com
prisão de escravos que fugiam ou cometiam delitos.
A
Casa do Trem
Em 1762,
o Governador da Capitania do Rio de Janeiro, Gomes Freire de
Andrade, que ganhou o título de Conde de Bobadela construiu ao
lado do Forte de Santiago a chamada Casa do Trem. A destinação
seria para a guarda dos armamentos (trem de artilharia)
pertencentes a novas tropas vindas de Portugal com o intuito de
reforçar as defesas da cidade, que então era cobiçada e
ameaçada por corsário, por causa da notícia e fama dos
carregamentos de ouro que vinha de Minas Gerais.
O
Arsenal de Guerra
Após
a mudança da capital do Estado do Brasil para o Rio de Janeiro,
em 1764 foi construído o Arsenal de Guerra junto à Casa do
Trem. A função do Arsenal de Guerra era fabricar e reparar
munições.
Após
a chegada de D.João VI, e principalmente após a
independência, o conjunto de construções da Casa do Trem e do
Arsenal de Guerra se transformaram no centro de fabricação,
armazenamento e guarda de armas e munições para o Exécito do
Brasil.
Início
do Século 20 | Aterros e Exposição Internacional do Centenário da Independência do
Brasil
Após
a proclamação da República, decidiu-se dar uma nova roupagem
ao Rio, não somente com o intuito de moderniza-la
esteticamente, como também por tendências de soluções
urbanisticas da época, que se julgavam corretas.
O
Prefeito Pereira Passos, foi um grande demolidor de várias
construções e heranças históricas do Rio colonial e
imperial, e assim, aplaudido de pé, abriu largas avenidas
renovando a cidade do Rio de Janeiro aos moldes de Paris.
O
Rio de Janeiro havia se tornado uma cidade em evidência desde
uma feira mundial de 1889. Então vieram as comemorações do Centenário da Independência,
em 1922. Uma grande feira foi organizada e para tal foi
utilizado o local onde hoje é Museu Histórico Nacional, ou
seja, a ponta do calabouço.
Foi
nesta época, na década de 1929 que toda a área foi aterrada e
reurbanizada para a grande exposição. As edificações dos
antigos conjuntos da Casa do Trem e Arsenal de Guerra foram
ampliadas e floreadas, com revestimentos arquitetônicos de
inspiração neo-colonial.
A
feira e exposição internacional foi um sucesso com mais de 3 milhões de
visitantes, colocando o Rio de Janeiro em evidência no mundo
todo. Quatorze nações participaram da feira, aberta em
Setembro de 1922 pelo então Presidente Epitácio Pessoa. A
feira prosseguiu até o mês de Julho de 1923.
A
Criação do Museu
Na
verdade, o Museu foi usado como parte desta Exposição do Centenário, com duas salas nas
dependências da Casa do Trem.
O
Museu Histórico Nacional foi criado por decreto do Presidente Epitácio Pessoa, em agosto de
1922, com intuito de criar um Museu voltado para a História do
Brasil, tendo o museu iniciado suas atividades no mês de outubro do
ano corrente.
O
Museu nos Dias de Hoje
O
Museu ocupa hoje todo o conjunto arquitetônico da antiga Ponta do Calabouço,
que por sua vez nasceu a partir do Forte de Santiago
O
primeiro curso de Museologia do país foi criado nas
dependências do museu, e devido ao seu acervo e história,
mantém-se como referência para outros museus, sendo
internacionalmente conhecido e reconhecido.
Durante
o Governo do Presidente Luis Inácio Lula da Silva foi reformado
e melhorado, estando em excelentes condições, pelo menos
quando em Junho de 2008.
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Estátua
de D.Pedro II entre duas escadas rolantes de acesso à
pavimentos superiores do Museu, que ficam um pouco
depois da recepção. |
Museu Histórico Nacional | Calçada frontal com ala de palmeiras
Carruagens e automóveis do acervo do Museu Histórico Nacional
Pátio
do Museu Histórico Nacional. Este pátio ganhou uma cobertura
transparente. A foto foi tirada bem ao final de uma tarde,
quando as luzes já estavam acessas. Na verdade, quase à hora
de fechar o museu, mas como era um mês de Junho, ou inverno, o
dia escurece mais cedo.
Pátio interno do Museu Histórico Nacional com a nova cobertura transparente.
Foto tirada ao entardecer, quase à hora de fechar.
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Pátio interno do Museu Histórico Nacional, com belas varandas internas e com exposição de antigos canhões. |
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Pátio interno do Museu Histórico Nacional onde existe um belo chafariz.
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Bistrô-Cafê
do Museu e Demais Instalações
Além do rico acervo, o Museu conta também em suas dependências com Auditório, Recepção e Loja do Museu, e um Bistrô-Café que foi instalado em parte do antigo Arsenal de Guerra, criando um ambiente agradável e convidativo, muito bem ambientado em meio à pareces de alvenaria aparente.
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Bistrô-café do Museu Histórico Nacional, instalado em antigas dependências do antigo Arsenal de Guerra. |
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Para
a criação do Bar-Café, foi utilizada uma antiga
dependência do Arsenal de Guerra.
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