Rio de Janeiro AquiRio de Janeiro Aqui

Igreja e Mosteiro de São Bento

O conteúdo desta página requer uma versão mais recente do Adobe Flash Player.

Obter Adobe Flash player

O Mosteiro de São Bento é um local de vida monástica que remonta 4 séculos, e que juntamente com a igreja à ele anexa, a Abadia de Nossa Senhora de Monserrate são um dos mais preciosos monumentos históricos e arquitetônicos do Rio de Janeiro.

Como chegar ao Mosteiro

A Igreja e o Mosteiro de São Bento ficam no Centro Histórico da cidade do Rio de Janeiro, perto da Praça Maua, na Rua Dom Gerardo, e possui duas entradas. Ambas as entradas estão nesta mesma rua, sendo que pode-se subir uma rampa se estiver de carro ou taxi entrando no número 68. Pode-se usar também o elevador, com acesso pelo número 40, na mesma rua.

A Igreja pode ser visitada de de segunda a domingo, das 7 às 11horas e das 14:30 às 17:30 horas. Informações podem ser obtidas pelo telefone (21) 2263-5679.

Sítio e Construções Históricas

O conjunto arquitetônico constituído pelo Mosteiro de São Bento e pela Abadia de Nossa Senhora de Monserrate já foi uma das construçãoes mais destacantes no cenário e paisagem da Cidade do Rio de Janeiro até o início do Século 20, aparecendo como ponto de referencia em inúmeras pinturas e panorâmas da cidade.

Mais que isto, a construção do Mosteiro e sua Igreja foi o maior empreendimento de construção ocorrido na cidade no século XVII, sendo considerado também o que melhor representa em termos de arquitetura e construção este período entre 1600 e 1700.

Sua importância é de notório valor para o patrimônio histórico e artistico não somente por seu uns dos conjuntos mais bem preservados em termos de autenticidade, mas também por suas qualidades formais e por sua unidade.

Entretanto, o mesmo não se pode dizer dos entornos. Com a construção desenfreada de arranha céus e prédios altos ao redor, o Mosteiro que outrora era "landmark" ou um dos principais pontos de referência na cidade, ficou bastante sufocado por construções modernistas. Infelizmente a insensatez do progresso permite que edifícações feitas em prazos de menos de 2 anos, sem nenhuma importância, destrua um cenário histórico e obstrua um conjunto de construções que levou anos para ser feita e que possui um notório valor artístico e histórico.

Panorama do Rio de Janeiro em 1698 onde o Mosteiro de S�o Bento � uma das constru��es mais destacantes

Acima um panorama da Cidade do Rio de Janeiro vista em 1695 onde o Mosteiro de São Bento é uma das construções mais destacantes. Trata-se de uma ilustração de François Froger, que foi parte de uma edição de 1898 acerca da viagem de uma esquadra de 6 navios comandada por Jean Baptiste Gennes, um capitão de mar e guerra da Marinha Real Francesa, que por ordem de Luiz XIV, deveria fazer um reconhecimento, obter mapeamento e informações acerca das colônias Portuguesas e Espanholas nos mares do sul.

No panorama, a cidade é vista do mar no final do século dezessete onde do lado direito esquerdo aparece o já demolido Morro do Castelo e no lado direito o Morro de São Bento com o Mosteiro e Igreja. Passe o mouse sobre a imagem para ver a parte que representa o mosteiro ampliada. Observe que, embora a igreja tenha a aparência exterior atual, o mosteiro parecia uma construção menor e com uma aparência um pouco diferente da atual.

Estilo Austero da Construção da Igreja

A fachada se apresenta sóbria e praticamente sem ornamentação, utilizando-se de elementos geométricos simples, típicos do maneirismo português, estilo este também chamado de Renascimento Tardio. Aludindo clamente à este estilo, destacam-se um acabamento piramidal sobre as torres da Igreja e os coruchéus esféricos. Ainda dentro deste conjunto de características, pode-se obervar que a fachada é composta em função da separação compartimentada da superfície, onde a alvenaria caiada contrasta com a pedra talhada.

A galilé, sob o local coro alto, é composta de três arcos que marcam a fachada. O teto da galilé é de abóbadas de arestas do século 18 e o piso está revestido em mármore. Possui também silhar de azulejos e portões de ferro do século 19.

Igreja do Mosteiro de São Bento | Fachada FrontalTorre da igreja com acabamento piramidal

Acima do lado esquerdo, a fachada da Igreja em estilo "Renascimento Tardio". A torre com acabamento em pirâmide e cocharéus esféricos, elementos típicos do Maneirismo Português ou Renascimento Tardio.

Arco e portão da galilé da Igreja do Mosteiro de São BentoGalilé da Igreja de Nossa Senhara de Monserrate

Acima do lado esquerdo é visto um dos três portões de ferro com data de 1880 cunhada no mesmo. Os portões fecham os três arcos da galilé.

Do lado direito é visto o interior da gelilé, com suas abóbadas, um lustre ao centro, piso em mármore preto e branco, com peças formando mosaicos e elementos geométricos. Os azulejos estão nas paredes laterais, paralelas às folhas dos portões quando estes estão aberto.

Projeto Original e Modificações

Planta baixa do Mosteiro de São BentoO projeto concebido originalmente, no início do século XVII delineou o frontispício que se mantem o mesmo até os dias de hoje, e uma planta com uma única nave. Entretanto, quase meio século depois, a planta foi alterada, e a abadia passou a contar com três naves, tendo então capela-mor alongada e a sua sacristia disposta de forma transversal em sua parte posterior.

O Mosteiro

Em um dos copiares, ou espécie de "alpendre" que existe de cada lado da fachada da Igreja, existe uma entrada para o mosteiro que possui três pavimentos.

O Mosteiro, devido à situar-se no topo de Morro de São Bento, ainda consegue despontar na paisagem quando visto de alguns ângulos, e principalmente se visto do mar. Entretanto perdeu um pouco do imponencia que tinha a muitos anos atrás em função de brutais construções que o fazem parecer menor na paisagem.

O interior do Mosteiro, segundo que estudiosos e quem teve a oportunidade de visitar, possui ambientes ricamente trabalhados. Dentro estes ambientes, pode-se citar a portaria que possui barras de azulejos portugueses do século 18 (dos seiscentos) e a antiga biblioteca do convento. Destacam-se também a capela abacial e a capela das relíquias, devido à sua talha de aparência rococó, talha esta que é considerada juntamente com a capela do Santíssimo um dos mais genuínas e importantes trabalhos que representam este estilo. O claustro do mosteiro, cuja autoria é do Brigadeiro Engenheiro Alpoim, é considerado o melhor exemplar do gênero no Rio de Janeiro.

Maquete da Igreja e Mosteiro de São BentoMaquete do Mosteiro de São Bento

Acima uma maquete do conjunto do Mosteiro de São Bento, exposta na galilé da Igreja de Nossa Senhora de Monserrate, que representa o conjunto em seu sítio atual, em uma escala de 1:200. A placa de metal ao lado da maquete data o trabalho de 1º de Janeiro de 2010.

Talha Barroca no Interior da Igreja

Talhas ou entalhadura barroca no interior da Igreja do Mosteiro de São BentoEnquanto a o projeto e construção da Igreja carreguem caracteristicas que o incluem dentro do estilo "Renascimento Tardio" ou "Maneirismo Português", a talha ou entalhadura em madeira que ornamenta e decora o interior da Abadia de N.S. de Monserrate cria um ambiente barroco, bastante caracteristico da arquitetura luso-brasileira.

As esculturas e entalhes são considerados um dos mais belos exemplares do barroco brasileiro e de grande importância artistica em qualquer cenário, seja brasileiro ou mundial.

Em outra página deste website, diversa-se mais sobre as talhas barrocas do Igreja do Mosteiro de São Bento inclusive com diversas fotos ilustrativas.

Dados da Construção e Autores

A instituição foi fundada no ano de 1590 por monges beneditinos vindos da Bahia, quando então foram se concretizando todos os arranjos para a construção mosteiro.

Abaixo os autores do projeto do mosteiro e da igreja assim como o nome dos artistas que executaram a talha em diferentes períodos da história do conjunto arquitetônico.

Projeto

O projeto da construção é creditao à Francisco Frias de Mesquita em 1617 e também a Frei Bernardo de São Bento Corrêa de Souza em 1670. O claustro do mosteiro é de autoria do Brigadeiro Engenheiro Alpoim.

A construção se iniciou em 1633 e foi totalmente concluída entre 1670 e 1690. As principais reformas e restaurações ocorreram durante os séculos XVIII, XIX e XX, durante os anos de 1732, 1743 e entre 1788 à 1794.

Entalhadura em Madeira

Os trabalhos de entalhadura foram executados em diferentes épocas. Veja mais detalhes, fotos e sobre os autores das talhas ou trabalho de entalhadura em madeira no interior da igreja.