A Baía de Guanabara e suas paisagens circundantes,
paisagens naturais feita de lindas e límpidas águas,
cercadas por montanhas e encostas verdas, assim como
a arquitetura da emergente Cidade de São Sebastião
do Rio de Janeiro encantava pintores viajantes, que
da Europa vieram para contar o que viam nestas terras,
onde nossa civilização florescia e despertava curiosidade
dos habitantes de além mar, no velho continente. Livros
e pinturas circularam pela Europa narrando o que aqui
viram.
Abaixo uma paisagem de Johann Jakob Steinmann, de
1834. Em sua representação Steinman mostra a entrada
da Baía de Guanabara e parte da Cidade do Rio de Janeiro
voltada para a Glória, Catete, Flamengo.
A gravura mostra ao fundo uma montanha mais alta
que é o Pão de Açucar
seguido do Morro Cara de Cão onde fica a
Fortaleza de São João. Do lado esquerdo do Morro
Cara de Cão, do outro lado da estreita faixa de mar,
fica a Fortaleza
de Santa Cruz, lado este que hoje é chamado de
Niteroi. Entre estas duas fortalezas, numa pequena
ilhota de pedra chamada "Lage" ficavava
o Forte da Laje. Esta estreita faixa de mar era chamada
de "Barra" ou Entrada da Baía de Guanabara.
À frente do quadro de Steinaman, em cima do morro
e ponto de onde ele pintou, vemos um casal de burgueses
bem trajados à moda da época e um pequeno cãozinho
do lado. Uma mulher trabalhadora e possivelmente ainda
escrava carrega uma espécie de bandeja na cabeça.
Do lando direito aparece um trabalhador com o que
aparenta ser uma trouxa no ombro ou talvez um saco
de caçar borboleta.
Ao centro da gravura, após uma pequena faixa de areia
cercada, está representada de forma um tanto tosca
a Igreja do
Outeiro da Glória. Mais à frente são vistos os
povoamentos indo em direção á zona sul aparecendo
o morro da viúva que hoje está totalmente cercado
por edifícios altos de apartamentos e rodeado por
aterro ao final do Flamengo, e depois a enseada de
Botafogo.