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Fortaleza de Santa Cruz da Barra
A função da Fortaleza de Santa Cruz da Barra, do
lado de Niteroi, era fechar a entrada da
Baía de Guanabara contra invasões formando um
linha de tiro juntamente com a Fortaleza
de São João na Urca, perto do Pão de Açucar, e
o Forte da Laje
entre ambas. O local é recheado de fatos históricos,
lendas e curiosidades, podendo-se visitar as baterias
de canhões, paiol de munição, e etc.
Como
Chegar lá ou visitar
A fortaleza localiza-se em Niteroi. O acesso mais
prático é carro ou através de algum passeio turístico
com transporte incluído, ou pegando um taxi uma vez
que se chegue em Niteroi.
Deve-se verificar antes os horários e dias de visitação,
pois o local é um pouco afastado do centro da cidade.
História
da Fortaleza
A Fortaleza vem desde os tempos remotos da colonização.
Em 1555 o invasor Villegaignon instalou dois canhões
no local, mas em 1567, após a retomada da terra, é
instalado no local uma bateria de canhões pelos Portugueses.
Em 1599 a fortaleza entra em ação e impede a invsão
do corsário Holandes Oliver Van Noort. Em 1632, após
melhorias passa a chamar-se Fortaleza de Santa Cruz
da Barra. Em 1710 impede a invasão do corsário frances
Du Clerc a mando do Rei da França.
Em 1863/70 é ampliada por D.Pedro II tomando forma
semelhante à atual.
Vista de uma bateria e canhão da Fortaleza de Santa Cruz.
Este canhão da foto é provavelmente um canhão igual ao que
está no Reduto São Teodósio, do outro lado da Baía de
Guanabara, na Fortaleza de São João. A Fortaleza de São João
fica no Morro Cara de Cão, perto do Pão de Açucar. Observe
que o Pão de Açucar é a montanha pontoaguda aparece ao fundo.
Acima
a Fortaleza de Santa Cruz da Barra, do outro lado da Baía de
Guanabara, vista da Fortaleza de
São João, mais precisamente do Reduto São Teodósio. Este
é um canhão do ano de 1872, de fabricação Inglesa. Observe
que, aqui se vê exatamente a entrada da Baia de Guanabara.
Nesta
foto, a Fortaleza de Santra Cruz da Barra é vista da estrada
que margea as montanhas que leva à entrada da mesma. Em tempos
remotos, a o acesso à fortaleza era feito somente por mar. Do
outro lado o Pão de Açucar e a cidade do Rio de Janeiro.
Acima outra vista de bateria de canhões na parte
superior da antiga fortaleza. O canhão da esquerda,
é muito antigo e de tempos muito remotos. Já o canhão
da direita, é de tempos mais recentes, proveniente
do rearmamento feito na segunda metade do século 19.
O canhão deve ser de 1872, igual ao similar que se
encontra na Fortaleza de São João.
 
A fortaleza tem 3 níveis de baterias de canhões.
Dois abobadados e o nível superior descoberto. Antigo
paiol de munição da Fortaleza feito com extensas paredes
em pedra talhada.
3 Níveis de Bateria de Canhões
Na foto acima à esquerda, as baterias de tiros da
Fortaleza de Santa Cruz, construidas em pedra talhada.
Dois níveis são cobertos ou abobadados, possuindo
celúlas ou nichos com pequena abertura para cada canhão.
Um corredor interno corre ao longo de todos os nichos
de canhão. O edifício que aparece na foto, no segundo
pavimento, com apenas uma entrada em arco é o paiol
de munição.
Paiol
de Munição
Na foto acima do lado direito o interior do antigo
pail de munição da Fortaleza, com suas extensas paredes
em pedra talhada. Atualmente o lugar faz parte das
áreas de visitação, e também pode ser alugado para
eventos, festas de casamento, etc.
Farol
A fortaleza, em sua parte alta, ao nível das baterias
descobertas, possuia um farol para auxiliar navegação.
Na pequena casa que sustenta o farol, hoje existe
um pequeno espaço cultural, com informações sobre
a fortaleza, reprodução de antigos mapas, inclusive
um mapa de área de abrangência de tiros e defesa da
Baía de Guanabara.
 
Corredor e passadiço de acesso á um dos níveis de
baterias de canhões. Ao fundo os nichos com os canhões.
Antigo canhão de uma das baterias da Fortaleza de
Santa Cruz, numa das galerias abobadadas.
Esta parte da fortaleza, foi feita em pedra talhada, pedras
estas cortadas e numeradas, e então depois colocadas
em sua posição exata no local da construção. Um bela
obra de engenharia.
Histórias e Lendas
A fortaleza é também cercada de estórias e lendas.
As ricas histórias acerca de personagens famosos e
fugas são reais. Quanto às lendas, muitas destas
podem ter vindo da imaginação fertil e ou de coincidências.
Mas uma coisa é certa. Existiram fatos e acontecimentos
reais que inspiraram as lendas. Então acredite se
quizer.
Os Fantasmas das Masmorras
O local possui uma masmorra e algumas celas de prisão
com grades, onde nos tempos colonias, corsários e
piratas, assim como inimigos da coroa eram presos.
Muitos destes que foram aprisionados, de lá não saiam
com vida. No caso de corsários e piratas, se saissem
vivos da masmorra, após um longo período de isolamente
trancafiados, acabavam executados. A masmorra era
uma cela escura escavada na pedra, e trancada por
uma porta de ferro.
Conta a lenda para os superticiosos que, à noite
perto da masmorra e das celas de prisão, podem ser
ouvidos gemidos e gritos dos fantasmas dos que alí
pereceram.
Um Caso Trágico de Amor
Um caso real que marcou a história da fortaleza,
foi o da filha de um Capitão que se apaixou por um
praça, num tempo que que isto não era permitido. Apaixonada,
e sem o consentimento do pai, e sem esperança de poder
juntar-se ao seu amado, ela se jogou de um pequeno
penhasco do local onde fica a fortaleza. Este fato
ocorreu nos primeiros anos do século 20.
A Capela de Santa Bárbara com suas Lendas e Estórias
Nas dependências da Fortaleza de Santa Cruz da Barra,
existe uma das mais antigas capelas do Rio, que foi
construída no início do século 17. Foi iniciada durante
o governo de Martim Correia de Sá e terminada em 1612.
Por volta do ano de 1912, início do século 20, a
capela foi reformada.
Perto do altar existe uma janela para o mar, e reza
outra lenda que, durante a missa o padre podia ficar
também de viga e de olho no mar, enquanto os oficiais
e soldados assistiam e se concentravam na missa. Verdadeiro
ou falso, da posição do altar pode-se realmente ver
o mar por uma espécie de seteira.
Segundo um guia do Exercíto que guiou e orientou
a visita, ele disse que a filha do Capitão que se
jogou do penhasco, foi emparedada em uma das paredes
da capela, um tipo diferente de sepultura usada em
algumas igrejas. A parede ou local não fica voltado
para a nave da capela, mas para uma depência coberta
lateral do corpo principal da capela, e este local
é mostrado durante a visitação.
Outra lenda da capela é acerca da imagem de Santa
Bárbara, entalhada ou esculpida em madeira. Reza esta
lenda, segundo o guia da visita, que em algumas ocasiões
tentaram transferir a imagem da Santa para outro local,
em tempos passados. Mas sempre que se incorria em
tal tentativa, o mar ficava raivoso e em péssimas
condições de navegação. Antigamente, o único acesso
ao local da Fortaleza era feito pelo mar.
Prisão de Grandes Personalidades e Fugas Históricas
O local também foi usado como prisão militar e política
nos tempos coloniais e do Império. Mas no caso de
prisioneiros de destaque, estes não eram colocados
nas celas ou masmorra como piratas e corsários. Geralmente
lhes era oferecido algum comodo das dependências e
estes ficavam sob guarda. Foi o caso de José Bonifácio,
o Patriarca da Independência que alí ficou preso por
um curto período de tempo quando rompeu com D. Pedro
I, antes de partir para o exílio.
Grandes nomes da história estiveram lá detidos, como
comandantes de alta patente e comandantes de revoluções,
entre outros pode-se citar Bento Gonçalves e também
líderes da Revolução Farroupilhas que escaparam por
volta de 1837.
Durante a República, outras grandes personalidades
também estiveram lá detidas por divergências políticas.
O então Capitão Juarez Távora e dois companheiros
que estavam lá detidos escaparam com um corda em 1930.
Ele tinha permissão para pescar, e posicionava-se
sempre em uma determinda abertura de tiro da mulhara.
Quando surgiu a oportunidade ele fugiu. Ele havia
sido preso por sua participação no movimento tenentista
de 1922 e posteriormente se integrou à uma das três
colunas tenentistas e depois participou da revolução
de 30 que levou Getúlio Vargas ao poder, tendo participado
de seu ministério e teve muita participação na vida
política brasileira à sua época.
Resumo Histórico
1555
- O invasor francês, Villegaignon instalou dois canhões
no local
1567 - Bateria Nossa Senhora da Guia, quando a terra
já estava reconquistada
1599 - Atuação contra o corsário Holandes Oliver Van
Noort que acabou por desistir de entrar na baía.
1632 - Após melhorias, passa a se chamar Fortaleza
de Santa Cruz da Barra
1710 - Atuação contra a esquadra do corsário frances,
Charles Duclerc que sob a proteção e incentivo do
Rei da França tenta invadir o Rio de Janeiro.
1863 / 70 - Obras de Ampliação - Muitas melhorias
foram feitas durante o governo de D.Pedro II, acrescentando
novas baterias de tiro e inúmeros canhões. Na mesma
época, a Fortaleza de São João, fica do outro lado
da Baía, no Morro Cara de Cão, perto do Pão de Açucar,
também foi melhorada e ampliada.
1874- 1º Batalhão de Artilharia à Pé
1910 - 1º Batalhão de Artilharia de Posição
1917 - 1º Grupo de Artilharia de Costa
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