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Fortaleza
de São João - A
Guardiã da Barra da Baía de Guanabara
A
visita à esta fortaleza que defendia a entrada Baía da Guanabara
é cheia de atrativos. Situa-se no Morro Cara de Cão, bairro da
Urca, dentro de instalações do Exército. A visitação acontece
nos fins de semana mediante agendamento prévio. Além da
caminhada rodeada de mata e belas vistas do mar, é possivel ver
também o local exato da fundação da cidade por Estácio de Sá,
numa praia entre o Morro Cara de Cão e o Pão de Açucar.
História
e Origens
Embora
tenha sido reequipada e acrescida ao longo dos anos, a história da
Fortaleza de São João, situada no Morro Cara de Cão, remete ao
tempo da fundação da Cidade do Rio de Janeiro por Estácio de Sá.
Estácio
de Sá lançou a Pedra Fundamental do Rio de Janeiro em uma pequena
praia entre o Pão de Açucar e Morro Cara de Cão. Ao fundar a cidade
ele simultaneamente construiu um pequeno forte, como base de defesa e
como base de combate, para atacar os invasores Franceses, lutando pela
consolidação da posse da terra.
A
Fortaleza de São João, juntamente com a Fortaleza
da Lage que fica no meio da entrada
da Baía de Guanabara, e a
Fortaleza de Santa Cruz que fica do outro lado
da entrada da baía, guardaram ao longo dos
séculos que se passaram, a Cidade de São Sebastião
do Rio de Janeiro.
Barra
era um nome para se referir à entrada da Baía da Guanabara nos
tempos coloniais até o fim da monarquia.
Visita
à Fortaleza | Sítio Histórico e Área de Preservação
Ambiental
Situada
em área de preservação ambiental, a visita além de uma área
de história propicia momentos de agradável contato com a
natureza, com uma das mais belas vistas do litoral Brasileiro e
Baía da Guanabara.
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Reduto São Teodósio da Fortaleza de São João.
Durante a caminhada à Fortaleza propriamente dita,
passa-se por belos e sinuosos caminhos, com vista
igualmente belas. O sítio histórico da fortaleza e uma
área de preservação, e pode ser vista vegetação
nativa e pequenos animais. |
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Foto tirada
durante a caminhada no sítio histórico da Fortaleza de
São João, que é também área de preservação
ambiental. Na foto o portão de entrada do Forte São
José, e na parte de
cima o paiol de munição, atualmente Museu Histórico
da Fortaleza de São João.
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Forte
São José
Uma
das partes mais interessantes da visita, é entrada e caminhada
pelas baterias de tiro do Forte São José. Se trata de uma
construção em pedra talhada, uma primorosa obra da engenharia,
que se extrende organigamente ao longo de uma protuberância
numa extremidade do Morro Cara de Cão.
Entrada
do Forte São José. Sobre o portão uma placa com os dizerem
"Pedro II, Imperator Constitucional do Brasil, Defensor
Perpétuo". Ao fundo, do outro lado é Niteroi, e a
Fortaleza de Santa Cruz, fortaleza esta que juntamente com a
Fortaleza de São João fechava a Baía da Guanabara com um
linha de fogo cruzado contra possíveis invasões de inimigos e
corsários.
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Corredor externo das bateriais da fortaleza, toda feita em pedra talhada e numerada.
A montanha vista ao fundo é o Pão de Açucar.
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Portico e portão da fortaleza construída em cantaria ou pedra talhada.
Sobre o portão a placa em homenagem a D.Pedro II e ao
fundo o corredor externo das baterias.
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Antigo canhão da
fortaleza, da metade do século 19. Pode-se ver os trilhos de movimentação
e de recuo, como também a engrenagem de
inclinação.. |
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Abertura de tiro para o canhão. Ao fundo, do outro lada Baía de Guanabara, é vista a Fortaleza de Santa Cruz.
Os pequenos trilhos são para tampas de ferro. |
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Parte interna da galeria de tiros, com abóbodas e paredes em pedra talhada
e numeradas para a construção. |
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Placa sobre o pórtico e portão de entrada do Forte São João.
Click sobre a mesma para ampliar. Este
Forte São José, todo feito em pedra talhada ou
cantaria, foi construído ao tempo de D.Pedro II, que
esteve no local durante a construção. D.
Pedro II se preocupava com defesa do pais de um modo
geral, e especialmente em decorrência de alguns
episódios ocorridos durante seu reinado. |
Reduto São Teodósio da Fortaleza de São
João
O
reduto São Teodósio é o segundo mais mais
antigo local da fortaleza, ou melhor dizendo, um dos primeiros
locais a receber canhões para guarnecer a barra da
Baía de Guanabara. Recebeu canhões em 1578.
Canhão Armistrong do Reduto São Teodósio da Fortaleza de São João.
Este canhão é de fabricação Inglesa, do ano de 1872.
Observe do outro lado a Fortaleza de Santa
Cruz. Do lado
esquerdo, a Lage, que também foi armada, e hoje está
desativada. As três Fortalezas, formavam linhas de tiro
que fechavam a Baía de Guanabara, guarnecendo a Cidade
do Rio de Janeiro, antiga capital.
Com
o surgimento dos porta-aviões, misseis balisticos
lançados de submarinos e navios, as antigas baterias de
costa se tornaram superflúas sob o ponto de vista
defensivo. Por este motivo, foram desativadas nos
ultimos anos.
Fatos Relevantes
ao Longo da História
1565- Reduto São Martinho - Fundação da Cidade de São Sebastião do Rio de Janeiro
1567- Expulsão definitiva dos franceses
1578- Reduto São Teodósio
1618- A Fortaleza de São João entra em serviço oficialmente, Reduto São Diogo
1710-
Tentativa de invasão da cidade por corsários franceses.
1711-
Invasão bem sucedida da cidade pelos corsário Duguay Troin
financiado pelo Rei da França e particulares.
1769/1779- Vice-Reinado do Marquês do Lavrádio e estudos estratégicos do Brigadeiro Jacques Funck para a defesa da capital
1808- Vinda da Corte Portuguesa para o Brasil
1822- Independência do Brasil
1831- Regência
1862- Questão Chistie
1872- Novo Forte São José
1889- Proclamação da República
1893- Revolta da Armada
1914/1918- 1ª Guerra Mundial
1919- 4ª Bateria Independente de Artilharia de Costa (Forte da Lage)
- Nesta
época o Forte da Lage foi dotado de cúpula encouraçada de ferro e aço-niquel.
1930- Criação do Centro Militar de Educação Física
1930-
Na Revolução de 1930, a Fortaleza apoiou Getúlio Vargas
1939/1945-
Durante a II Guerra Mundial, a Fortaleza entrou em total prontidão e foi mais uma vez modernizada. Durante este tempo, o Forte São José abrigou muitas toneladas de munição para todo o Exército.
Reforma do Forte São José
Na decada de 1860, as relações diplomáticas entre Brasil e Inglaterra ficaram tensas em decorrencia de incidentes envolvendo cidadãos ingleses no Brasil e também pedido de indenização quanto à um navio inglês que havia sido saqueado na costa brasileira.
O então embaixador britânico no Brasil, William Christie, decidiu fazer diversas exigências descabidas ao governo brasileiro, e à seguir os ingleses apreenderam cinco navios mercantes brasileiros.
Em virtude do ato de arrogância impensada, D.Pedro II decidiu romper ralações diplomáticas com a Inglaterra.
Posteriormente as relações diplomáticas foram reatadas, após pedido de desculpas apresentadas ao Imperador Pedro II por um representante inglês.
Mas diante da ameaça do então maior império do mundo, D.Pedro II ordenou o rearmamento das fortalezas da entrada da barra, ou seja, da entrada da Baía de Guanabara.
Nesta época, a
Fortaleza de Santa Cruz e a Fortaleza de São João foram totalmente remodeladas.
Na Fortaleza de São João, foi reconstruído o Forte São José, com 17 casamatas feitas em pedra talhada (em cantaria) de 1 metro e 40 centímetros de espessura.
Sobre as casamatas plataformas e parapeitos, também em granito, somados à um grande paiol também em pedra abobadada, com paredes muitos espessas à prova de todas as armas da época.
A Fortaleza foi equipada com 15 canhões antecarga Whitworht nas casamatas do Forte São José, mais 20 canhões de alma lisa na bateria superior, e um enorme canhão Armstrong 550 (Vovô) no Reduto São Teodósio.
Foram equipadas também mais 3 baterias, a bateria D.Pero para defesa da Praia de Fora, a bateria do Governardor para defesa da Praia de dentro, e a bateria da Capela para a defesa da várzea.
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