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Maciço do Gericinó e Serra do Mendanha

Este é o maciço menos conhecido do Rio de Janeiro. O Maciço do Gericinó que engloba a Serra da Mendanha possui como caracteristicas matas nativas e o polêmico Vulcão da Mendanha extinto a 60 milhões de anos atrás. Na área existe o Parque Municipal da Mendanha e o Parque Municipal de Nova Iguaçu, ideal para caminhadas ecológicas e turismo de aventura.

Maciço do Gericinó e Serra da MedanhaO Maciço do Gericinó também conhecido como Serra do Mendanha está fora dos principais circuitos turísticos do Rio de Janeiro, na verdade muito afastado do Centro da Cidade e da Zona Sul.

Entretanto, apesar de sua localização, por assim dizer, complicada para quem mora ou está hospedado em outras áreas, pode ser considerado um tesouro para quem é adepto de caminhadas por trilhas, aprecia ver cachoeiras, pensa em fazer rapel, canoagem ou outros esportes radicais e eco-aventuras.

Veja a localização do maciço inserido no contexto da cidade indicado sobre um mapa ilustrativo.

O maciço possui dentro de seus limites o Parque Ecológico Municipal do Mendanha, que está situado na Serra do Mendanha, que pode ser avistada da Avenida Brasil, do lado direito de quem segue do centro para a zona oeste.

No parque existe trilhas que permitem aos visitantes caminhar pela Mata Atlântica original.

Ao caminhar pelas trilhas, os visitantes podem contemplar a rica flora e fauna, além de ver correntesas e saltos de rios que abastecem com água a população do Rio de Janeiro.

Entrada do Parque da Medanha

Entrada do Parque Natural Municipal da Mendanha. No local existem trilhas ecológicas, torre para observação de aves e cachoeiras. Para quem passeia pelo parque, existe também playground e churrasqueiras. Para os adeptos de ecoventuras, existem pontes suspensas entre árvores para prática do arborismo.

Cachoeira no Parque do Medanha

Acima, umas das cachoeiras do Parque do Mendanha, dentro do Maciço do Gericinó.

Crateras do que se acredita serem extintos vulcões podem ser mais um atrativo para quem se interessa por geologia ou pelos que são movidos pela aventura e simples curiosidade.

Ocupação da áreas circundantes ao Maciço do Mendanha

A região das Matas do Maciço do Mendanha passaram a ser conhecidas pelos primeiros colonizadores à partir de 1603, no início do século 17. As terras do maciço e da região foram doadas como sesmarias a Diogo Montarois e Manoel Gomes.

Nelas cultivaram canaviais, abrindo caminhos de acessos, e construíram seus engenhos de açúcar que eram o motor da econômia da época, provavelmente ocupando as baixadas circundantes.

Na região existia uma madeira preciosa chamada Tapinhoã, que podia substituir o Carvalho no reparo de naves Portugueses que chegassem ao Brasil avariadas. Esta madeira de alta dureza e resitência somente podia ser usada pela Coroa Portuguesa devido à sua importância estratégica.

No século 19, segundo pesquisas em antigos documentos, havia cafezais, uma casa grande assobradada, com escravos e engenhos das fazendas Espírito Santo e Mata-Fome. Em 1916 as fazendas foram vendidas à um certo Conde Modesto Leal, já como os nomes de fazenda Dona Eugênia e São Felipe.

De área rural à área urbana

A predominância de cultura de café na região seguiu até o final do século 19, quando então a área então rural, passou a sofrer rápida urbanização. Contribuiram para isto a construção do ramal Santa Cruz da Estrada de Ferro Central do Brasil em 1890 que chegava à Bangú. Em 1893, ocorreu também a instalação da Fábrica de Tecidos de Bangú, que ostentava o nome de Companhia Progresso Industrial do Brasil. A chegada da ferrovia e da fábrica foram os principais marcos do processo de orientação e ocupação urbana da área.

No local a Fábrica de Bangú, dispondo de terras baratas, comprou 3 fazendas grandes para construir vilas para os quadros técnicos e vilas operárias para os trabalhadores da fábrica. Foram estas iniciativas que deram origem ao bairro de Bangú.

A fábrica contruiu um reservatório na Serra da Mendanha, juntamente com um aqueduto. O reservatório se tornou ponto de referência na região e passou a ser chamado de "Caixinha" em referência à "caixa d´agua". O local onde situa-se o reservatório possui muitas belezas naturais e era utilizado como área de lazer campestre dos dirigentes da fábrica.

No início do século 20, Bangú já possuía em torno de 6.000 habitantes. Além via ferroviária já existente, contribuiram para o aumento da população e ocupação da área de Bangú a construção da antiga Estrada Rio-São Paulo em 1930 e abertura da Av. Brasil em 1946. Em decorrência da maior facilidade de acesso, atraiu muitos moradores devido ao baixo custo da habitação, aliada à especulação imobiliária para moradias de baixa renda assim como pela implantação de conjuntos habitacionais pelos poderes públicos.

Preservação da Floresta do Mendanha e Matas Nativas do Maciço do Gericinó

Se por um lado a Fábrica de Bangú foi uma das impulsionadoras iniciais do ocupamento da região, por outro, está foi a responsável em pelo preservação de uma grande área conhecida como Floresta do Mendanha. Se tratava de uma enorme área pertencente à Fábrica que não foi desmembrada, assim preservando está área de mata primitiva da cidade.

Na década de 1990, a fábrica se encontrava em péssima situação financeira, e com a Floresta do Mendanha hipotecada junto ao Branco do Brasil. Através de negociações, a Prefeitura do Rio de Janeiro adquiriu a área e criou o Parque do Mendanha em 2001, que mantém preservadas matas originais do Maciço do Gericinó.

Referências

  • Livros sobre o Rio de Janeiro e sua história, e artigos sobre turismo foram consultados para dar suporte à criação desta página.