Corcovado é uma das atrações turísticas mais visitadas por todos os que vêem ao Rio de Janeiro. Para se chegar ao topo, existe a estrada de ferro do Corcovado, com estação no Cosme Velho. O trem sob montanha com belas vistas da Floresta da Tijuca.
Uma vez no topo da montanha, onde existe um amplo e espaçoso mirante, de onde tem-se uma vista abrangente e bela de toda a cidade. O caminho de subida, pode ser feito alternativamente por uma estrada asfaltada que leva ao topo, com início também ao lado da estação de trem.
Escolha dias claros para visitar o corcovado, pois em dias chuvosos ou nebulosos as nuvens podem dificultar a visão.
Lá de cima pode-se ver praticamente toda cidade e seus bairros, praias, parques e lagoas, tendo uma magnifíca vista de 180 graus.
Num dia de verão, o calor é intenso, mas lá em cima existe bar onde se vende refrigerantes e lanches. Mas os preços lá no topo da montanha, não sei se por coincidência, são também bem mais altos do que so preços praticados pelos bares e lanchonetes ao nivel do solo.
Uma vez que se chegue à Estação de Trem do Corcovado, existem duas maneiras de subir o Corcovado, por trem ou carro. Muitas vans no local oferecem serviços. Por trem é mais interessante e o caminho é mais bonito.
Os trens parte de 30 em 30 minutos durante o dia, simultaneamente, ou seja, enquanto um trem parte para o topo, outro deixa o terminal de cima em direção à estação no sopé do morro. Aproximadamente no meio do caminho, exite um desvio, que permite que um trem passe pelo outro, quando então ambos continuam seu trajeto em direções opostas na mesma trilha.
Se for de carro próprio, pode-se subir até um estacionamento perto do antigo Hotel da Paineiras, próximo ao mirante onde fica o Cristo Redentor. A partir daquele ponto existem vans ofciais que levam ao cume da montanha.
Existem também vans particulares, que ficam estacionadas ao lado da estação de trem, que também levam até o ponto onde se pega às vans oficiais para completar o trajeto. Pelo menos foi isto o que constatei, quando da ultima vez que estive no local, no início de 2011.
Independentemente de sua escolha, se vai subir a montanha pela auto-estrada ou pelo trem, voce precisa ver como chegar à estação do Corcovado. Pois é de lá que parte o trem como é também do mesmo local que se inicia a estrada de subida à montanha.


Acima, do lado esquerdo, a vista externa da estação do Corcovado na Rua Cosme Velho. Do lado esquerdo da estação, fica uma pequena e pitoresca praça, e do lado direito do prédio com linhas arquitetônicas do início do século 20, fica a entrada da estação.
Na foto acima do lado direito, o amplo espaço de espera para os passageiros e visitantes. Inúmeras bandeiras de outros paises decoram o local, onde existe também um café bar. Alguns equipamentos de antigas composições estão expostos no local, assim como um antigo vagão, visto ao fundo na cor verde.
Mais de 600 mil pessoas por ano sobem ao topo do Corcovado através do Trenzinho, cuja estrada já completou 100 anos, sendo considerado o mais antigo ponto turisitico do pais.
A viagem de trem ao topo é muito bonita, passando pela Floresta ou Parque Nacional da Tijuca que é a maior floresta urbana do mundo, em meio à Mata Atlantica. Através das janelas do trem, voce pode ver a Floresta da Tijuca onde se vê a vegetação nativa e ocasionalmente pássaros e animais silvestres.
A ferrovia ou estrada de trem do Corcovado foi construída ainda nos ultimos tempos do Brasil Imperial, e inaugurada por Dom Pedro II.
A estrada com seu trenzinho já transportou passageiros famosos e grandes nomes da história. O primeiro passageiro renomado a subir a montanha pelo trem foi Dom Pedro II, que inaugurou a ferrovia em 9 de Outubro de 1884. O trem, então movido a vapor, foi considerado um feito espetacular da engenharia, quase um milagre por sua capacidade de percorrer 3.824 metros de ferrovia em grande declive.
A ferrovia foi construida bem antes do monumento do Cristo Redentor, e foi através desta mesma ferrovia e usando o mesmo trem que as partes da estátua do Cristo Redentor foram transportadas ao topo da montanha, para que então pudessem ser montadas. Este trabalho durou 4 anos, e certamente sem a ferrovia teria sido muito mais difícil ou até mesmo inviável realizar a construção do monumento.
Os primeiros trens que eram movidos à vapos, foram substituidos em 1910 por trens elétricos. Esta mudança e melhoramento na ferrovia foi também um marco na engenharia e na história dos transportes do Brasil, pois a ferrovia do Corcovado foi a primeira ferrovia eletrica do pais. A ferrovia foi modernizada e novos trens foram comprados da Suíça em 1979.
Os trens atuais são do ano de 1979. Eu que escrevo este artigo cheguei a andar em uma das composições que precediam as atuais, por volta de 1977. Nesta época, o antigo trem já apresentava problemas e dificuldades na subida e também na descida devido ao tempo de uso e também por já estarem defasados em função dos necessidades e demanda de passageiros dos tempos mais recentes. Com a instalação dos novos trens, os antigos problemas foram superados, e a viagem é bastante segura e agradável.
Durante a viagem, o trem passa por cima de algumas pontes e viadutos, alguns com grandes vãos e alturas de precipício, o que torna a viagem mais emocionante para quem se aventura a olhar para baixo em certos pontos do trajeto.
Na foto mostrada ao lado, mais acima, o Corcovado e o Cristo Redentor são vistos da praça que fica ao lado da estação de trem, na Rua Cosme Velho. O vagão que aparece na foto é apenas uma replíca decorativa em menor escala, exposta no local. Mas a foto dá uma idéia de quão ingreme é a subida, ou seja, o caminho a ser pecorrido da estação no sopé do morro até o cume do mesmo.


Na foto do lado direito, o trem do Corcovado visto no embarque de subida à montanha. Na foto da esquerda, o trem visto na mesma plataforma de embarque e desembarque, porém em uma área coberta da antiga estação. Esta foto foi tirada na hora do desembarque, na volta, tendo sido o último vagão de descida do Corcovado naquele dia.
O monumento do Cristo Redentor foi construído entre 1927 e 1931. Na base da estátua, ou seja no pedestal onde a mesma se apoia, existe uma pequena capela. Esta capela não fica sempre aberta à visitação, e as missas não são frequentes.
Diz-se que, a primeira iluminação noturna do Cristo Redentor foi inaugurada pelo Papa, direto de Roma, através de um sistema acionada por ondas de rádio, feito especialmente para a ocasião pelo inventor do Rádio, Guglielmo Marconi.
Juntamente com a ferrovia, na mesma época, foi construido o Hotel das Paineiras na parte mais alta da ferrovia e inaugurado no mesmo dia, juntamente com a ferrovia. O Hotel foi renovado e reconstruído muitas vezes ao longo dos anos. O velho hotel foi fechado em 1984.
Pessoas famosas e celebridades se hospedaram lá, como o Presidente Washington Luis, Getúlio Vargas, Café Filho e a mundialmente famosa atris Sarah Bernhardt. A histórica delegação da Seleção Brasileira de 1970 que venceu a copa do Mexico do mesmo ano, ficou lá por um tempo em pérido preparatório.
Na estação onde se pega o Trem, no Cosme Velho, existe um pequeno museu temático, abrigando antigos vagões e reminêscencias de trems usados anteriormente.
Nas fotos abaixo, do lado esquerdo, vê-se o topo do Corcovado com a estátua do Cristo Redentor de braços abertos. Mais à frente vê-se a Lagoa Rodrigo de Freitas e do lado direito da Lagoa a pista do Jockey Club. Nesta composição de fotos, na parte de cima bem ao centro, o mirante do Corcovado com vista de 360 graus para a cidade e o monumento do Cristo Redentor no cume. Ainda nesta mesma composição de fotos, aparece cenas da estrada de ferro do Corcovado, com destaque para assim chamado trenzinho do Corcovado.


Na foto acima, do lado direito, uma típica foto área do Corcovado tendo o Cristo Redentor em seu cume. Observe que, bem à frente da estátua, o bairro de Botafogo e a baía ou enseada de Botafogo. Do lado direito, na mesma fotos, uma vista parcial do início do bairro do Flamengo e aterro do Flamengo. Mais à frente um pouco à direita o Pão de Açucar e Morro da Urca.
À frente do Pão de Açucar, bem no centro da foto, fica a entrada da Baía de Guanabara. De cada lado da Baía de Guanabara, existe uma fortaleza militar, que eram parte do antigo sistema defensivo do Rio de Janeiro desde os tempos coloniais, fortalezas estas hoje em dia abertas à visitação pública.
A fortaleza que fica do outro lado da Baía de Guanabara é a Fortaleza de Santa Cruz, e a que fica do lado de cá, na Urca, é a Fortaleza de São João.