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Ilha
de Paquetá e os Tamoios
A
Praia dos Tamoios na Ilha de Paquetá leva este nome em homenagem
aos Tamoios, como eram chamados os índios Tupis, ou habitantes
primitivos das terras junto da baía da Guanabara.
As pedras roliças
no mar e aguas calmas da praia com estreita estreita faixa de
areia compoem o cenario local. Dividida por uma calçada e uma
pacata e tranquila rua não pavimentada, com piso em saibro, ficam
as casas do moradores de frente para o mar. De um lado a
civilização, do outro um cenário semelhante ao que podia ser visto,
como os primitivos habitantes da Baía de Guanabara, os indios que viviam de
caça e da pesca, viam a Ilha se a visitassem.
Na
imagem acima, no topo da página, bela vista da Ilha de Paqueta em foto tirada da Praia dos Tamoios. As aguas calmas e pedras roliças que cercam a ilha
são um cenário típico do local.
Cenas de
Paquetá
 
Quadriciclo em rua tranquila de Paqueta
Na foto acima, um quadriciclo,
ou pequeno carrinho movido a pedal que leva duas pessoas sentadas
lado à lado. Sentados algumas pessoas passeiam
numa rua de paqueta de frente à praia dos Tamóios.
A centenária árvore Obaobá, chamada Àrvore Maria Gorda, de origem africana, é uma das inusitadas e interessantes atrações da Ilha de Paquetá. A árvore Maria Gorda mede 7 metros de circunferência e é preservada.
Lendas e Fatos | Seriam os Tamoios realmente os primeiros habitantes?
Existe a idéia de que, antes dos Portugueses, a ilha teria sido habitada por índios tamoios. Entretanto, segundo afirma o escritor Vivaldo Coracy, que foi morador da Ilha, esta afirmação não é correta, e na verdade seria uma lenda.
O argumentos do escritor parecem convincentes, e eu os lí no livro de sua autória "Paqueta", da Editora José Olympio, edição de 1965. Segundo ele não existe base ou evidência histórica ou arqueológica para afirmar que os Tamoios teriam sido os primeiros habitantes da Ilha. Além de não existirem evidências históricas, já que não existem documentos aludindo a presença de índios na ilha, no local nunca foram encontrados cerâmica primitiva fragmentada, igaçabas (talhas ou potes de barro), e nem traços de aldeias ou qualquer tipo de vestígio que pudesse comprovar a a permanência de indígenas na ilha.
Mais do que isto, existe um outro fato que impediria a morada de indígenas na ilha. Na ilha de Paquetá não existem fontes, córregos ou outros tipos de manciais (fontes ou nascentes de água potável). E os indíos brasileiros da região não tinham conhecimento sobre cavar poços, cisternas e nem cacimbas para captação e armazenamento de águas de chuva. E certamente, nenhum índio beberia água do mar.
O que o escritor alega é que, seria possível que os primitivos habitantes das margens da baía de guanabara, fossem eles Tamoios, Teminonós ou de outras tribos, pudessem vir às ilhas de passagem com suas canoas, talvez passando alguns horas na ilha à procura de frutos silvestres ou com intuito de conhecer o local. Mas não existe sustenção para dizer que habitavam a ilha.
Se Paquetá não tem fontes naturais de água potável, então de onde viria a água. Em tempos antigos, cavavam-se poços e esta água encontrada era mais utilizada para irrigação e usos domésticos, por ter um pouco de sal, não tanto quanto à do mar, mas mais que a quantidade normal encontrada em água doce. Provavelmente, para obter água potável, talvez utilizassem cacimbas e cisternas para coletar as aguás provenientes de chuvas, que são potáveis. Entretanto, dizem que existiam alguns poços e minas onde era encontrada água potável.
Existia também a prática de vender água, que vinha transportada por uma barca com uma frequência determinada e constante. Esta água então era também vendida através de carro pipa, provavelmente puxado por cavalo. Deve-se notar que, em tempos coloniais remotos, inclusive no Rio de Janeiro, esta prática de vender água existia, quando não havia o chamado abastecimento nas casas e residênciais como é conhecido nos dias atuais.
Na primeira década do século XX, foi construída uma linha submarina que abastece Paquetá, linha está que vinha de um rio de Magé. Hoje não existe escasses de abastecimento na Ilha.
Praia dos Tamoios | Antiga Praia do Estaleiro
Segundo o escritor Vivaldo Coracy, o antigo nome da Praia dos Tamoios era Praia do Estaleiro, que carregava este nome por razões históricas, devido à ter existido naquele local estaleiros de fabricação e manutenção de embarcações. A existência de numerosas embarcações, principalmente nos tempos coloniais em que a indústria de cal, material para construção que era produzido na ilha, estava no auge, acarretava a necessidade de fornecer trabalhos de conservação e reparos de embarcações para o transporte da produção. E acredita-se que mais de um estaleiro tenha existido no local.
O nome da praia foi mudado por proposta do pintor Pedro Bruno, antigo morador da Ilha, com intuito de homenagear os indios, primitivos habitantes da terras que margeavam a Baía de Guanabara.

Praia dos tamoios na Ilha de Paqueta. Na foto vê-se à direita a grande arvóre Obaobá, de origem africana. É uma imensa arvore, que está bem no meio da rua que corre ao longo da praia dos Tamoios. A árvore no meio da rua é um cenário inusitado e pictoresco, somente possivel na Ilha de Paquetá.
Encontra-se vegetação nativa por toda a Ilha, como as matas cobrem as montanhas ao fundo. O paisagismo foi feito de forma sutil e delicada, com intuito de harmonizar-se com o meio ambiente. A árvore Obaobá, também chamada Maria Gorda, descrita acima é uma das inúmeras árvores centenárias que encontramos no meio das ruas, sempre respeitadas na abertura das vias.

Àcima à direita, foto da praia dos tamoios, estando
em primeiro plano a arvore centenaria Obaobá. A praia dos
Tamóios fica à direita de quem chega da estação das barcas.
É uma praia tranquila, com faixa de areia estreita e aguas
calmas, como em toda a ilha. Praias e ruas tranquilas
com muitas pedras despontando no mar são um cenário típico
do local. A foto da direita também foit tirada do mesmo local,
mostrando a tranquilidade e beleza da ilha.
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