Rio de Janeiro Aqui | Home

Marcos da Cidade

Corcovado

Pão de Açucar

Baía de Guanabara

Copacabana

Ipanema

Praias

Bairros da Cidade

Largos e Praças

Ruas Interessantes

Passeios I

Passeios II

Passeios Históricos

Passeios Marítimos

Passeios e Aventura p/ Ar

Excursões e Viagens

Cenários Naturais

Parques e Jardins

Quinta da Boa Vista

Floresta da Tijuca

Caminhadas e Trilhas

Aventura, Esportes Radicais

Lazer Cultural

Espaços, Centros Culturais

Museus

Livrarias e Bibliotecas

Música Clássica

Entretenimento

Dança de Salão | Gafieira

Danceterias, Boates

Bares da Lapa e Centro

Diversões e Jogos

Casas de Show

Teatros

Shopping Centers

Antiguidades e Antiquários

Feiras de Arte e Artesanato

Eventos Diversos

Reveillon

Carnaval

Viagem na História

Hospedagem | Hotéis

Utilidades | Endereços Úteis

Sobre o Site

Autor no Google+

 

Paqueta em 1881- pintura de Facchinetti

Fatos Históricos e Fotos da Ilha de Paquetá

Acima, pintura de uma enseada em paqueta feita no ano de 1881. Muitas pessoas ouviram falar da Ilha de Paqueta por causa do romance "A Moreninha", escrito no século 19 e transformado em filmes e novelas de TV. Mas a Ilha é um dos bairros mais antigos da cidade do Rio de Janeiro. E no mesmo ano de fundação da cidade, em 1565, foi doada sob a forma de sesmarias.

  Anúncio
  Anúncio

Paquetá | Ínício

Passeio e Viagem

Paquetá e A Moreninha

Paquetá e J.Bonifácio

Paquetá e Tamoios

Fatos e História

Hotéis e Hospedagem


Veja também

Ilha Fiscal

Passeio de saveiro

Baía de Guanabara

Estácio de Sá colocou o marco da pedra de fundação da cidade do Rio de Janeiro, em 1565, numa estreita praia entre o Morro Cara de Cão e e o Pão de Açucar, local que hoje faz parte da Fortaleza de São João. Dois anos se seguiram com ferozes lutas contra os invasores Franceses e seus aliados, os Tamoios. Os Franceses aportaram no local em 1555 numa expedição comandada por Villegaignon com o intuito de fundar a França Antartica. Uma vez que os franceses estivessem derrotados, Estácio de Sá transferiu o assentamento inicial da antiga Villa Velha para o Morro do Castelo.

Entretanto, logo após fundar a cidade, ainda na Villa Velha, Estácio de Sá, no uso de seus poderes, concedeu numerosas sesmarias na baía de Guanabara e em regiões que ainda estavam controladas pelos invasores. Foram concedidas mais de 20 sesmarias, sendo a primeira aos Jesuitas. Em 10 de Setembro, mesmo ano de fundação da cidade, a Ilha de Paquetá foi concedida como recompensa à dois companheiros de Estácio de Sá, que tomaram parte com ele na luta contra os Franceses. Cada um dos companheiros, receberam metade da Ilha. Estas concessões, implicam no fato de saber que, Estácio de Sá tinha conhecimento da Ilha e mapa da Baia de Guanabara e terras adjascentes, conhecimento este proveniente de expedições anteriores que já haviam aqui aportado de passagem, como a de Gonçalo Coelho e Martim Afonso de Souza. Existem mais indícios menos precisos de outros navegadores Portugueses no Rio de Janeiro antes da tentativa de assentamento de Villegaignon. 

Semarias, era uma espécie de gleba ou porção de terras para plantio concedida à um donatário, que ao tomar posse se comprometia a torna-las produtivas, processo este que foi adotado para a colonização do Brasil àquela época.

Nos Tempos do Brasil Colônia

Após a concessão das duas sesmarias, segundo o escritor Vivaldo Coracy, pouco se tem registro da história da ilha, sobre como foi o povoamento e sobre como a ilha teria sido desmembrada, através de sucessões, vendas ou doações. 

No ano de 1697 foi eregida a capela de São Roque, e assim na segunda metade do século XVII aparece um fato histórico registrado e importante após a concessão das sesmarias.

O fato é que em certa altura do tempo, a ilha era dividida em várias chácaras. Muitas das casas dos donos das chácaras se encontram preservadas. Os diversos estilos das mesmas são reminescências vivas e testemunhos da ocupação da ilha desde os tempos coloniais. Durante este período colonial, a beleza e atrativos da Ilha de Paquetá a tornaram um local de visitação para famílias nobres.

Paquetá por volta de 1880 - pintura de Facchinetti

Acima, uma praia e um cais, pintado por volta de 1880

Após a Chegada da Famíla Real

Devído as guerras na Europa, Dom João VI não tinha outra saída senão transferir a capital do Reino Português para o Brasil, já que seria impossivel resistir à invasão de Napoleão. Dom João VI aportou no Brasil em 1808, estabelecendo no Rio de Janeiro. Durante o tempo em que morou no Brasil, visitou algumas vezes a Ilha, chamando-a de Ilha dos Amores, e hospedou-se num casarão que nos dias de hoje é chamado Solar Del Rei. Diz-se que uma festa tradicional da Ilha, chamada festa de São Roque contava com a presença do Rei. Na praia dos Tamoios, existe um canhão que era usado para saudar a chegada do Rei.

As Caieiras

Segundo relata Vivaldo Coracy em seu livro sobre Paqueta (citando referências no livro), a primeira atividade relativa à indústria química do Brasil teria sido a fabricação de Cal, elmento usado na construção de edificações, para dar solidez à alvenária, nas construções de fortificações, igrejas, conventos, armazens, etc.

Nos tempos coloniais, para a produção de cal eram necessários elementos como mariscos à beira mar usados como matéria prima e lenha para combustível. E assim, perto das villas dos tempos coloniais sugiam também os fornos para produção de cal.

A ilha de Paquetá foi um dos principais locais de produção de cal para o Brasil colonial, devido à ser um local com abundância de conchas, principalmente por ser cercada de muitas ilhotas. Em função desta situação, os mexilhões e ostras se multiplicam com facilidade, aumentando o suprimento 

Na Ilha de Paquetá, havia também solo fertil e matas densas, mas à beira-mar existia grandes mangues, vegetação própria para lenha, vegetação esta de  reprodução ou reposição espontânea. Este tipo de vegetação propiciavam um grande suprimento de combustível.

No início da colonização do Rio, a cidade crescia, vindo dos assentamentos do antigo Morro do Castelo. Novas construções eram erguidas dia a dia, e existia uma grande demanda de cal. E Paquetá, coloda ao Rio tinha as condições propícias a suprir tal demanda. Deste modo, sugiu a primeira industria da Ilha. E por uns 300 anos a industria de cal se manteve na Ilha, utilizando material local ou buscados nas imediações quando necessário.

O Fim das Caieras em Paquetá

Com o tempo, a matéria prima poderia ter-se esgotado, e além disto o surgimento de novos e mais eficientes processos de fabricação cal podem ter permitido o surgimento de industrias mais modernas que antigas lá instaladas. A utilização de rochas calcáreas para o fabrico do cal, passou a não exigir também a necessidade de fábricas de cal junto ao mar.

A lenha também pode ter ficado escassa na ilha, pois esta era principalmente retirada dos mangues que abundavam e circundavam a ilha de Paqueta. Estes mangues foram extintos, e hoje praticamente não se vê vestígios dos mesmos, em função de terem sido consumidos como lenha.

A Matas Primitivas

A matas primitivas que revestiam a ilha, segundo o escritor Vivaldo Coracy, que foi morador na Ilha, e também relata em seu livro sobre Paquetá, que estas matas foram derrubadas nos tempos coloniais para lavoura e como subproduto desta atividade, em termos de aproveitamento, as árvores derrubadas também serviam como lenha para fornos e fogões de residências e principalmente também para os fornos da industria caieira, embora a principal fonte de lenha viesse dos mangues que cercavam a ilha.

As vegetação que hoje predomina e embeleza a ilha, é de segundo crescimento e parte de replantio intencional, para formar paisagem ou pomares. O que existe de silvestre (nascimento sem cultivo) vem da fertilidade da terra que a fez crescer novamente.

Vista do caramanchão da Ilha de Paquetá
O Caramanchão se intregra à tranquila e bucólica paisagem que circunda a ilha de aguas calmas, com pedras roliças tipicas do arquipélogo que também carrega o nome de Paquetá. Este caramanchão e algumas outras partes do paisagismo da Ilha foi projetado no século XX pelo Pintor Pedro Bruno, um morador da Ilha.

Ilha de paqueta - praia dos tamoios e caramanchãoIlha de paqueta - praia dos tamaios visto do caramanchãoIlha de paqueta vista do caramanchão

(1) Praia dos tamoios e caramanchão projetado por Pedro Bruno. (2) Praia dos tamaios visto do caramanchão. (3) Caramanchão

Ilha de paqueta - praia dos tamoiosIlha de paqueta - praia dos tamoios

(1) Ilha de paqueta - Bela vista da Praia dos Tamoios. (2) Ilha de paqueta, pessoas passeando na praia dos Tamoios num domingo (3) Solar Del Rei

Cais das Barcas

Barca no cais da ilha de paqueta vista do caramanchãoIlha de paqueta - Cais visto do caramanchãoBarca e cais da ilha de paqueta

(1) Barca no cais da ilha de Paqueta vista do Caramanchão do Tamoios em Paquetá. O lugar é simples, rustico, mas muito bonito. As belezas naturais se mesclam com as obras projetadas pelo homem. As forma interessantes do caramanchão aparecem em primeiro plano.

(2) Ilha de paqueta - Cais visto do caramanchão. Em primeiro plano na foto partes do caramanchão projetado por Pedro Bruno, necessitando reparos em Fevererio de 2010. Ao fundo a barca que vem da Praça 15.

(3) Barca e cais da ilha de paqueta vistos mais de perto. Em primeiro plano a foto realça as formas do Caramanchão. Apesar de necessitar reparos, a beleza do local em contraste com as aguas do mar, a vegetação e a barca ao fundo compõem um belo cenário.

Ilha de Paqueta - caramanchão projetado por Pedro Bruno

Vista do Caramanchão

Outra vista do Caramanchão projetado por Pedro Bruno, na Ilha de Paqueta. Este caramanchão da vista para a Praia dos Tamoios e fica ao lado da estação da Barca. Ao centro do caramanchão tem uma interessante árvore com caule e galhos toda retorcida. O caramanchão possui bancos em toda a sua extensão, mas devido à estar mal preservado e sem vegetação para sombra, nas horas mais quentes do dia, quem lá se senta fica muito exposto ao sol. O contrário do que deveria ser. O caramanchão tem pilares em pedras e no topo suportando as pérgolas de madeira peças feitas em concreto e pintadas de branco. O idealizador do caramanchão, o pintor Pedro Bruno, curiosamente mesclou elementos rúsitcos e formas racionais de  concreto no topo, criando algo interessante, que mesmo em mal estado de conservação da à quem visita belos angulos de vista, tendo em primeiro plano os elementos do caramanchão compondo cenas com a natureza.

Início - Website www.riodejaneiroaqui.com.br- Política de Privacidade