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Fatos Históricos e Fotos da Ilha
de Paquetá
Acima, pintura de uma enseada em paqueta feita no ano de 1881.
Muitas pessoas ouviram falar da Ilha de Paqueta por causa do romance "A Moreninha", escrito no século 19 e
transformado em filmes e novelas de TV.
Mas a Ilha é um dos bairros mais antigos da cidade do Rio
de Janeiro. E no mesmo ano de fundação da cidade, em 1565,
foi doada sob a forma de sesmarias.
Estácio
de Sá colocou o marco da pedra de fundação da cidade do Rio
de Janeiro, em 1565, numa estreita praia entre o Morro Cara de
Cão e e o Pão de Açucar, local que hoje faz parte da
Fortaleza de São João. Dois anos se seguiram com ferozes lutas
contra os invasores Franceses e seus aliados, os Tamoios. Os
Franceses aportaram no local em 1555 numa expedição comandada
por Villegaignon com o intuito de fundar a França Antartica.
Uma vez que os franceses estivessem derrotados, Estácio de Sá
transferiu o assentamento inicial da antiga Villa Velha para o
Morro do Castelo. Entretanto,
logo após fundar a cidade, ainda na Villa Velha, Estácio de
Sá, no uso de seus poderes, concedeu numerosas sesmarias na
baía de Guanabara e em regiões que ainda estavam controladas
pelos invasores. Foram concedidas mais de 20 sesmarias, sendo a
primeira aos Jesuitas. Em 10 de Setembro, mesmo ano de
fundação da cidade, a Ilha de Paquetá foi concedida como
recompensa à dois companheiros de Estácio de Sá, que tomaram
parte com ele na luta contra os Franceses. Cada um dos
companheiros, receberam metade da Ilha. Estas concessões,
implicam no fato de saber que, Estácio de Sá tinha
conhecimento da Ilha e mapa da Baia de Guanabara e terras
adjascentes, conhecimento este proveniente de expedições
anteriores que já haviam aqui aportado de passagem, como a de
Gonçalo Coelho e Martim Afonso de Souza. Existem mais indícios
menos precisos de outros navegadores Portugueses no Rio de
Janeiro antes da tentativa de assentamento de
Villegaignon. Semarias,
era uma espécie de
gleba ou porção de terras para plantio concedida
à um donatário, que ao tomar posse se comprometia a torna-las
produtivas, processo este que foi adotado para a colonização
do Brasil àquela época.
Nos Tempos do Brasil
Colônia Após
a concessão das duas sesmarias, segundo o escritor Vivaldo
Coracy, pouco se tem registro da história da ilha, sobre como
foi o povoamento e sobre como a ilha teria sido desmembrada,
através de sucessões, vendas ou doações. No
ano de 1697 foi eregida a capela de São Roque, e assim na
segunda metade do século XVII aparece um fato histórico
registrado e importante após a concessão das sesmarias. O
fato é que em certa altura do tempo, a ilha era dividida em
várias chácaras. Muitas das casas dos donos das chácaras se
encontram preservadas. Os diversos estilos das mesmas são
reminescências vivas e testemunhos da ocupação da ilha
desde os tempos coloniais. Durante este período colonial, a beleza
e atrativos da Ilha de Paquetá a tornaram um local de visitação
para famílias nobres.
Acima, uma praia e um cais, pintado por volta de 1880
Após a Chegada da Famíla
Real
Devído as guerras na
Europa, Dom João VI não tinha outra saída senão transferir
a capital do Reino Português para o Brasil, já que seria impossivel
resistir à invasão de Napoleão. Dom João VI aportou no Brasil
em 1808, estabelecendo no Rio de Janeiro. Durante o tempo
em que morou no Brasil, visitou algumas vezes a Ilha, chamando-a
de Ilha dos Amores, e hospedou-se num casarão que nos dias
de hoje é chamado Solar Del Rei. Diz-se que uma festa tradicional
da Ilha, chamada festa de São Roque contava com a presença
do Rei. Na praia dos Tamoios, existe um canhão que era usado
para saudar a chegada do Rei. As
Caieiras Segundo
relata Vivaldo Coracy em seu livro sobre Paqueta (citando
referências no livro), a primeira atividade relativa à
indústria química do Brasil teria sido a fabricação de Cal,
elmento usado na construção de edificações, para dar solidez
à alvenária, nas construções de fortificações, igrejas,
conventos, armazens, etc. Nos
tempos coloniais, para a produção de cal eram necessários
elementos como mariscos à beira mar usados como matéria prima e lenha para combustível. E assim, perto das villas dos tempos
coloniais sugiam também os fornos para produção de cal. A
ilha de Paquetá foi um dos principais locais de produção de
cal para o Brasil colonial, devido à ser um local com
abundância de conchas, principalmente por ser cercada de muitas
ilhotas. Em função desta situação, os mexilhões e ostras se multiplicam com facilidade,
aumentando o suprimento Na
Ilha de Paquetá, havia também solo fertil e matas densas, mas
à beira-mar existia grandes mangues, vegetação própria para
lenha, vegetação esta de reprodução ou reposição espontânea.
Este tipo de vegetação propiciavam um grande suprimento de combustível. No
início da colonização do Rio, a cidade crescia, vindo dos
assentamentos do antigo Morro do Castelo. Novas construções
eram erguidas dia a dia, e existia uma grande demanda de cal. E
Paquetá, coloda ao Rio tinha as condições propícias a
suprir tal demanda. Deste modo, sugiu a primeira industria da
Ilha. E por uns 300 anos a industria de cal se manteve na Ilha,
utilizando material local ou buscados nas imediações quando
necessário. O
Fim das Caieras em Paquetá Com
o tempo, a matéria prima poderia ter-se esgotado, e além disto
o surgimento de novos e
mais eficientes processos de fabricação cal podem ter permitido o surgimento de industrias
mais modernas que antigas lá instaladas. A utilização de rochas calcáreas para o
fabrico do cal, passou a não exigir também a necessidade de
fábricas de cal junto ao mar. A
lenha também pode ter ficado escassa na ilha, pois esta era
principalmente retirada dos mangues que abundavam e circundavam
a ilha de Paqueta. Estes mangues foram extintos, e hoje
praticamente não se vê vestígios dos mesmos, em função de
terem sido consumidos como lenha. A
Matas Primitivas A
matas primitivas que revestiam a ilha, segundo o escritor
Vivaldo Coracy, que foi morador na Ilha, e também relata em seu
livro sobre Paquetá, que estas matas foram derrubadas nos
tempos coloniais para lavoura e como subproduto desta atividade,
em termos de aproveitamento, as árvores derrubadas também serviam como lenha para
fornos e fogões de residências e principalmente também para
os fornos da industria caieira, embora a principal fonte de
lenha viesse dos mangues que cercavam a ilha. As
vegetação que hoje predomina e embeleza a ilha, é de
segundo crescimento e parte de replantio intencional, para formar paisagem ou pomares. O que existe de silvestre
(nascimento sem cultivo) vem da fertilidade da terra que a fez
crescer novamente.
Vista
do caramanchão da Ilha de Paquetá
O Caramanchão se intregra
à tranquila e bucólica paisagem que circunda a ilha de aguas
calmas, com pedras roliças tipicas do arquipélogo que também
carrega o nome de Paquetá. Este caramanchão e algumas outras
partes do paisagismo da Ilha foi projetado no século XX pelo
Pintor Pedro Bruno, um morador da Ilha.
 
(1)
Praia dos tamoios e caramanchão
projetado por Pedro Bruno. (2) Praia dos tamaios visto do caramanchão.
(3)
Caramanchão
 
(1)
Ilha de paqueta -
Bela vista da Praia dos Tamoios. (2) Ilha de paqueta, pessoas passeando na
praia dos Tamoios num domingo
(3)
Solar Del Rei
Cais das Barcas
 
(1)
Barca
no cais da ilha de Paqueta vista do Caramanchão do Tamoios
em Paquetá. O lugar é simples, rustico, mas muito bonito.
As belezas naturais se mesclam com as obras projetadas pelo
homem. As forma interessantes do caramanchão aparecem em primeiro
plano.
(2)
Ilha
de paqueta - Cais visto do caramanchão. Em primeiro plano
na foto partes do caramanchão projetado por Pedro Bruno, necessitando
reparos em Fevererio de 2010. Ao fundo a barca que vem da
Praça 15.
(3)
Barca
e cais da ilha de paqueta vistos mais de perto. Em primeiro
plano a foto realça as formas do Caramanchão. Apesar de necessitar
reparos, a beleza do local em contraste com as aguas do mar,
a vegetação e a barca ao fundo compõem um belo cenário.
Outra
vista do Caramanchão projetado por Pedro Bruno, na Ilha de
Paqueta. Este caramanchão da vista para a Praia dos Tamoios
e fica ao lado da estação da Barca. Ao centro do caramanchão
tem uma interessante árvore com caule e galhos toda retorcida.
O caramanchão possui bancos em toda a sua extensão, mas devido
à estar mal preservado e sem vegetação para sombra, nas horas
mais quentes do dia, quem lá se senta fica muito exposto ao
sol. O contrário do que deveria ser. O caramanchão tem pilares
em pedras e no topo suportando as pérgolas de madeira peças
feitas em concreto e pintadas de branco. O idealizador do
caramanchão, o pintor Pedro Bruno, curiosamente mesclou elementos
rúsitcos e formas racionais de concreto no topo, criando
algo interessante, que mesmo em mal estado de conservação
da à quem visita belos angulos de vista, tendo em primeiro
plano os elementos do caramanchão compondo cenas com a natureza.
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