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São Cristóvão, Bairro do Rio

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O Bairro de São Cristóvão se desenvolveu como área urbana após a ocupação da Quinta da Boa Vista pela antiga família real, com vinda de D.João VI para o Brasil. Entretanto a área já havia sido parte de uma sesmaria pertencente aos Jesuítas e posteriormente subdividida em inúmeras chácaras. A paisagem vista acima não existe mais como era, e retrata o que se via por volta de 1834.

Primeiras ocupações do bairro

Até expulsão dos Jesuitas do Brasil e Portugal, grandes áreas na forma de grandes fazendas pertenciam ao Jesuítas. A antiga sesmária dos Jesuítas foi lhes concedida ainda na época da fundação da cidade, por Estácio de Sá, na metade do século 16.

Após a expulsão, as grandes propriedades foram posteriormente subdivididas e vendidas como chácaras. Uma das mais belas chácaras, e que ostentava um enorme casarão ficava exatamente na quinta da Boa Vista.

São Cristóvão e Vinda da Família Real para o Brasil

Após a chegada de D.João VI ao Brasil, o que ocorreu em 1808, este aquidiriu posteriormente sob a forma de presente um casarão situado em uma chácara, no local onde é chamado Quinta da Boa Vista.

A ocupação do local pela família real, lá fixando residência, foi o principal motivo de desenvolvimento da área conhecida como São Cristóvão. Ao longo dos anos o casarão passou por inúmeras reformas e transformações até se tornar um palácio necoclássico. O Paço Real e posteriormente Paço Imperial como era chamada a morada dos reis, continua a existir na Quinta, em sua forma final, em estilo neoclássico, como está preservado até os dias de hoje.

O Caminho para São Cristóvão

Para facilitar o acesso à Quinta e ao Paço de São Cristóvão, tanto por parte do reis como dos moradores da cidade, foi preciso aterrar grande parte de áreas alagadiças, brejos e mangues que ora impediam, ora dificultaval a passagem das carruagens e carroças até o Paço e suas cercanias.

Até o meados do século 19, o bairro de São Cristóvão fazia divisa com o Engenho Velho, o Andaraí, e Tijuca. Ao final do século XIX, passou a fazer divisa também o nascente bairro de Vila Isabel.

Em tempos remotos, ainda no século 19, outro caminho para São Cristóvão se dava através de uma bifurcação no Largo do Estácio, onde de um lado seguia-se em direção à Tijuca, pegando uma estrada que hoje é a Rua Hadock Lobo. Pegando o caminho à direita, toma-se a Rua São Cristóvão, que nos dias de hoje é chamada Rua Joaquim Palhares.

São Cristóvão no Século 20

O bairro de São Cristóvão abrigava muitos estabelecimentos do ramo fabril. Após o ano de 1902, o Arsenal de Guerra, que ficava no local que hoje abriga o Museu Histórico Nacional, na antiga ponta do calabouço, mudou-se para São Cristóvão.

No início do século 20, São Cristóvão era o bairro que possuia o maior número de fábricas do Rio de Janeiro, além de ter sido sede de vários quartéis e instalações militares.

No início do século o bairro de São Cristóvão era também um dos mais adensados. Em termos de industria, até o final do século 20 importantes industrias se mantinham na área como um fábrica da Kibon entre outras.

Ao final do século 20, São Cristóvão não era mais um bairro nobre. Era uma opção de morada mais econômica, com aluguéis e preços dos imóveis mais baratos que em alguns outros bairros da cidade, devido ao grande número de fábrica e poluição das mesmas. Entretanto, nesta primeira década do século 21, na virada de 2010 tem se visto uma revalorização do bairro como ponto de morada, e lançamentos imobiliários tem sido feitos no local.

Atrações, Museus e Sítios Históricos

O bairro possui muitos prédios históricos espalhados pelo bairro, como o Paço Imperial, o antigo palacete da Marquesa de Santos que atualmente abriga o Museu do Primeiro Reinado, o Museu Militar Conde de Linhares, o Museu Nacional de História Natural, o Museu de Astronomia, e Jardim Zoológico, e o Parque da Quinta da Boa Vista.

Campo, Pavilhão e Feira de São Cristóvão

O campo de São Cristóvão é uma extensa área, onde foi construído na segunda metade do século 20 o Pavilhão de São Cristóvão, que por muitos anos foi considerado uma controversa obra prima de arquitetura e engenharia. A função do pavilhão era abrigar grandes feiras e grandes eventos. Com a construção do centro de eventos Rio Centro em Jacarepaguá, o pavilhão caiu em desuso.

Em 2003, uma famosa feira nordestina que se realizava no Campo de São Cristóvão, foi transferida para o interior do Pavilhão de São Cristóvão. Desde esta época, a feira e o local ganharam um novo nome, passando a se chamar Centro de Tradições Nordestinas Luiz Gonzaga, mas é também popularmente conhecida como Feira Nordestina de São Cristóvão. A feira e o local é atualmente uma das principais atrações do bairro, onde existe shows de música, dança, artesanato e comida típica do local.

Agremiações e Clubes Famosos

O bairro também conta com um escola de samba, Paraíso do Tuiutí, tendo sua sede e eventos realizdos em frente ao Campo de São Cristóvão. A sede e campo de futebol do famoso clube Vasco da Gama, também situa-se no bairro.