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Catete, Bairro do Rio de Janeiro

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Bairro com muitos serviços, ostenta um belo e antigo casario ao lado de modernos edifícios. Hotéis tradicionais e bem preservados testemunham o bom gosto e requinte de uma época, quando o Palacío do Catete era a sede da Presidência da República..

História e Origens do Nome

O nome Catete tem origem indígena, e significa "folha grande ou mato grosso". Entretanto, Catete era o nome de um pequeno rio, um ramal do Rio Carioca, por este que tinha como foz a antiga praia do bairro do Flamengo.
Até o início do século 19, o Catete ainda era um local pouco povoado. A ocupação do local foi facilitada ou estimulada por causa do caminho que levava a Botafogo, que foi prolongado na segunda metade do século 18. No início do século 19, após a chegada da familia real portuguesa ao Rio de Janeiro, em 1808, muitas chácaras e olarias começaram a se estabelecer ao longo e á margem do caminho para Botafogo.

Deve-se lembrar que, Dona Maria, a mãe do principe regente D.João VI, morou em uma casa que fazia esquina com a praia de Botafogo. O antigo caminho que fazia esquina com a praia de Botafogo é atual Rua Marques de Abrantes, antigamente chamado de Caminho Novo de Botafogo. Após a morte de D.Maria e com a volta da familia real para Portugal, a propriedade foi adquirida pelo Marques de Abrantes, que mudou o nome caminho que dava acesso à enseada de Botafogo para Rua Marquês de Abrantes.
Assim, após o início do século 19, o número de moradores do bairro começou a crescer rapidamente, sendo muito procurado por famílias estrangeiras.

Embora exista o bairro do Catete, a orla da praia a sua frente, sempre foi chamada pelo nome mais antigo, sendo denominada de Praia do Flamengo. Esta longa faixa de praia, era delimitada pela Praia do Russel pelo lado norte, no sopé do Morro ou Outeiro da Glória, e delimintada pela extremidade sul pelo Morro da Viúva.

Reminescências Pictóricas

Tanto o Catete como os bairros adjascentes, e principalmente Botafogo, foram alvo de muitas aquerelas e pinturas feitas principalmente pelos chamados pintores viajantes que vinham ao Brasil. Estas pinturas servem de testemunho de uma época, um tempo que não existia ainda muros de proteção rente ao mar, nem quando havia os aterros feitos no século 20 como o Aterro do Flamengo que empurrou a faixa de areia mais adiante em direção ao mar, como também a reduziu em sua extensão.

O Catete e Referências do Caminho de Botafogo

Situado na metade do caminho para Botafogo, situava-se o Campo das Pitangueiras, depois chamado de popularmente de Largo do Machado. O Largo do Machado é um importante ponto do Catete.

Pouco mais à frente, caminhando em direção ao sul, rumo a Botafogo, existe a atual Praça José de Alencar. Nesta praça, existia uma antiga ponte, chamada de "Ponte do Salema", construída bem antes da vinda da familia real Portuguesa para o Brasil. Sob esta ponte, passava o Rio Carioca, que desaguava mais abaixo na praia do Flamengo.

Passando a Praça José de Alencar, saimos do Bairro do Catete e entramos no Bairro do Flamengo.

O Catete no Segundo Reinado

O Catete se desenvolveu bastante, durante o chamado Segundo Reinado, ou tempo de D.Pedro II. Pode-se dizer que nesta época ocorreu um desenvolvimento de grandes proporções.

Em 1862, foi concluído o palacete S. Cornélio, mais tarde transformado em asilo.

Em 1858 foram iniciadas as obras de construção de um magnífico palacete, em um enorme terreno que se extendia do antigo Largo do Valdetaro até a Praia do Flamengo. Este palacete pertencia Barão de Nova Friburgo, um rico aristocrata possuídor de inúmeras fazendas, chamado António Clemente Pinto. Trinta anos depois, após a proclamação da República, o Palacete foi comprado pelo governo federal para ser a sede da Presidência da República, e passou a ser conhecido como Palácio do Catete, hoje aberto à visitação pública com o nome de Museu da República. O jardins em estilo "romantico" ou "Inglês" são uma atração à parte.

Perto do palacete do então palacete do Barão de Nova Friburgo, encostado ao morro de Guaratiba, o maior empresário brasileiro do século 19, Ireneo Evagelista de Souza possuía uma chácara naquele local, onde hoje funciona o Colégio Zacaria. Irineo Evangelista vira a ser titular do Império como Barão e Visconde de Mauá.

Ainda no tempo do Segundo Reinado, foi construído o Hospital da Beneficiência Portuguesa, localizado na Rua Santo Amaro. Esta rua foi criada e aberta em terrrenos cujo proprietário era Amaro Velho da Silva. Este hospital se encontra bastante ampliado nos dias de hoje, mas os pavilhões que fazem frente à esta rua foram conservados.

No antigo Campo das Pintangueiras, hoje chamado de Largo do Machado, ao lado da Igreja de Matriz de N.S. da Glória, começa a Rua das Laranjeiras, e também o bairro da Laranjeiras, que naquela época era ainda mais de dotado de grande cobertura de florestas, e também era um local onde eram vistas boas residências, muitas delas habitadas por estrangeiros.

No antigamente chamado Vale das Laranjeiras, destacava-se o Cosme Velho e Águas Férreas devido à grande cobertura florestal, belas vistas e um clima excelente com temperaturas mais amenas.

O Bairro no Século 20 e Dias Atuais

Após a proclamação da República, o Palácio do Catete foi adquirido pelo Governo Federal, e lá alguns Presidentes residiram e de lá despachavam. Getúlio Vargas foi o mais conhecido e mais famoso de todos a morar e despachar do Palácio. Durante anos o bairro e o palácio do Catete foi o centro das atenções em todo o Brasil, alvo de notícias e até músicas.

Após a trágica morte de Getúlio Vargas em 1954, o Palácio não foi mais ocupado pelo presidente que o sucedeu. Pouco tempo depois a Capital Federal foi mudada para Brasília, inaugurada em 1960, e o palácio se tornou museu e uma espécie de centro cultural.

Nos dias atuais, em 2011, o Catete continua um excelente bairro, acompanhando as transformações urbanisticas e novos costumes. O bairro possui um belo e antigo casario que se contrasta com edifícios modernos. As ruas principais são movimentadas, com boas lojas, bares, restaurantes e muitos serviços. 

As ruas com menor movimento de pessoas e automóveis são bastante tranquilas e ainda pode-se ver vez ou outra algum casarão ou sobrado do final século 19 e tempo da velha república, certamente ocupados pela aristocracia da época.

Hotéis tradicionais e bem preservados são vistos na Rua do Catete, muito próximos ao Palácio do Catete. Estes hotéis testemunham uma época de requinte e bom gosto, de um tempo que a sede da Presidência da República situava-se no bairro. E certamente nestes hotéis já se hospedaram muitos políticos e membros da velha república e do assim chamado "Estado Novo" da era Getúlio Vargas. Uma época que passou, mas cujo casário e construções preservadas continuam a dar um charme, atmosfera e encanto especial ao bairro.

Moradores Famosos

Certamente o Barão de Nova Friburgo foi o mais famoso morador do Catete na segunda metade do século 19, quando ergueu seu palácio. E Getúlio Vargas foi o mais famoso morador do bairro de todos os tempos, sendo que sua história ficou diretamente ligada ao local.
A cantora Carmem Miranda, quando ja era famosa, também morou por 2 anos no Catete, na década de 1930, em um edifício de apartamentos com frente para os belíssimos jardins do Palácio do Catete.