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Laura Alvim e Sua Casa de Cultura
Na
casa de cultura existe teatro, cinema, espaço para exposições
e galeria de arte. No terceiro pavimento existe um pequeno museu com objetos
que pertenceram ao pai de Laura, o médico Álvaro Alvim e
também pinturas e ilustrações feitas por seu avô, Angelo Agostini, um pintor, desenhista e
cartunista do século passado. Acima Ipanema em frente à casa
de Laura Alvim.
Estação Laura Alvim
Estação
Larura Alvim se refere às 3 salas de cinema que o
Grupo Estação oferece no mesmo local, juntamente com uma livraria e
bar-café. Geralmente são exibidos filmes de arte, que vão
além dos grandes circuitos comerciais.
A
casa de Cultura e Estação Laura Alvim fica , na Av. Vieira Souto 176, Ipanema
O Sonho de Laura
Alvim
Laura Alvim herdou a casa de seu pai, o renomado médico e cientista, Álvaro Alvim. Na verdade, ela herdara com mais dois irmãos, mas decidiu comprar a parte dos mesmos.
Laura Alvim era uma mulher que se considerava livre e tinha personalide destacante.
Após a morte do pai ela passou a vestir-se de preto, e manteve este hábito durante toda a sua vida.
Era uma pessoa que gostava do meio artístico e cultural, se relacionando bem com muitas pessoas do meio.
Ela fez modificações na casa, entre
elas reformou um banheiro dando lhe um aspecto de glamour hollywoodiano da década de 1950.
Nos fundos da casa ela fez sua obra mais
ousada, ao construir um teatro.
Para
tal não contratou arquiteto e utilizou-se de uma mistura de estilos.
No hall de entrada do teatro, que hoje abriga abriga também várias mesas de um bar-café,
chama a atenção as exóticas abóbodas com inspiração gótica, evidênciando
um gosto excentrico.
Pouco antes de morrer, em 1983, ela doou a casa para o Estado do
Rio de Janeiro,
condicionando esta doação ao término das obras do teatro que já
se encontrava quase terminado, e condicionando também que a casa deveria se tornar um polo e centro cultural.
A
casa foi inaugurada em 1986, sendo que, Darcy Ribeiro, ex-vice governador do estado do Rio de Janeiro, e também um grande idealista da cultura, teve participação neste processo, dando ao local o nome Laura Alvim.
Relíquia
dos Antigos Sobrados à Beira da Praia, Resistência Cultural e
Idealismo
A
casa foi construída pelo médico Álvaro Alvim entre 1906 e
1910 e hoje em dia é uma das poucas casas que restam na orla.
Originalmente, no final do século 19 e ínicio do século 20,
após os loteamentos em Ipanema, o bairro era ocupado por casas
térreas ou sobrados. Com o chegada da especulação
imobiliária, as casas do bairro foram sendo demolidas dando
lugar à edifícios de apartamentos de vários andares.
A
casa construída por Alvaro Alvim, hoje não tem aparência
exatamente igual como ele a construiu. Laura Alvim, a herdeira
que ficou com a casa a modificou e fez acréscimos, mas ainda,
é uma casa que resistiu à especulação.
Devido
à sua localização, frente para o mar e num dos pontos mais
valorizados do Rio de Janeiro, ela poderia ter se rendido ao
lucros propiciados pela especulação. Entretanto, não era seu
objetivo transformar a casa em apenas mais um
edifício, prefirindo transforma-la num polo cultural.
Quem
visita a casa, pode ver da varanda como é a vista do mar e
praia de Ipanema, que a tantos encanta.
Na
imagem acima, a avenida
Vieira Souto, que fica de frente para a praia de Ipanema vista
da varanda da Casa de Cultura Laura Alvim. A casa que
originalmente era do médico e cientista Álvaro Alvim, possui
uma ampla varanda de frente para o mar, com uma vista que se abre
da Pedra do Arpoador até o Morro Dois Irmãos no Leblon. No dia
que foi tirada a foto, o mar estava de ressaca, e a faixa de
areia se apresentava um pouco estreita devido ao avanço das
ondas e da água.
Escritório
de Álvaro Alvim | Acervo e Pequeno Museu
Laura
Alvim era filho do médico e ciêntista Álvaro Alvim. O cômodo
da casa que abrigava o escritório de seu pai na casa, ela o
manteve como era, quando ele o utilizava. Atualmente os móveis
e a sala do escritório continuam abertos à visitação.
Sua
"Revista Illustrada", publicação dele mesmo, é considerada um marco
editorial à sua época e também dos quadrinhos no
Brasil, tendo sido o criador do personagem "Zé
Caipora".
Agostini
era um "republicano" e também abolicionista,
tendo estreado em 1864 num jornal "pasquim"
chamado "Diabo Coxo", de São Paulo.
Na
"Revista Illustrada" ele defendia os ideiais
republicanos. Sua caricaturas de D.Pedro II eram muito
tendênciosas, colocando-o com roupas cerimoniais, quase
fantasiosas, quando na verdade, no dia a dia D.Pedro II
não andava com roupa de cerimônia e usava terno escuro
comum aos demais da época.
Como
não havia televisão, as imagens que chegavam ao
público vinham destas publicações ilustradas e isto
passava uma imagem muito arcaica e tendenciosa de
D.Pedro II.
Fundou
a Revista Ilustrada em 1876, e posteriormente trabalhou
na revista Don Quixote durando de 1895 a 1906. Trabalhou
também para as revistas "O Tico Tico",
"O Malho" e "Gazeta de Notícias".
Ao lado a "Revista Ilustrada" de Angelo Agostini.
Acervo
e Exposição Angelo
Agostini | Avô de Laura Alvim
Em
um dos cômodos da casa de Laura Alvim, existe uma sala
com exposição de material sobre o pintor, desenhista e
caricaturista Angelo Agostini, avô de de Laura Alvim.
Existe inclusive encadernações com seus trabalhos. Agostini
era uma espécie de Ziraldo do século 19, muito
crítico e ativo politicamente ao tempo do segundo
reinado.
O
escritório do médico e cientista Álvaro Alvim, é
preservado no mesmo local onde ele o mantinha, quando a
casa era sua residência.
Alvaro
Alvim conheceu Pierre e Marie Curie pioneiros das
pesquisas com radioatividade. No ano de 1897, Álvaro Alvim realizou a primeira radiografia de xifópagas
e por anos continuou com suas pesquisas.
Nos
primeiros 30 anos da utilização dos raios X, muitos
profissionais sofreram danos. Alvaro Alvim morreu
prematuramente em 1928, devido aos efeitos da
radiação. Em 1936 já totalizavam 169 o número de
mortos em decorrência do uso e pesquisa. Em 1959 o
numero de mortos totalizava 360, incluindo o nome de
Marie Curie.
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