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Museu do Bonde

Em Santa Teresa, ultimo bairro do Rio de Janeiro servido por linha de bonde, o Museu apresenta maquetes, peças, fotos e até um antigo bonde puxado por burros em tamanho real. O museu situa-se na entrada da garagem e oficina de manutenção dos bondinhos de Santa Teresa.

Como é o museu e o que ver

Localizado em uma discreta ladeira, perto do Largo do Guimarães, é uma preciosidade que merece ser visitada por quem se interessa pela história deste nostálgico meio de transportes.

Entre a metade do século 19 até o final dos anos da década de 1950, o bonde fez parte durante da vida dos cariocas e também de habitantes de outras cidades do Brasil e do mundo.

O museu fica nas dependências da garagem e oficina de manutenção dos bondes de Santa Teresa, ultimo bairro do Rio de Janeiro, que teve uma linha de bonde preservada e funcionando ativamente.

Esta linha é utilizada tanto no transporte de passageiros do bairro no dia a dia, como também atrai muitos turistas ansiosos por experimentar aquele meio de transporte com caracteristicas tão singulares.

Após um curta e rápida caminhada, vindo do Largo do Guimarães, e atravessar o discreto portão de entrada da garagem dos bondes, vê-se uma pequena rampa que leva à um antigo e bem preservado galpão, com aparência externa de uma casa da primeira metade do século 20.

Enquanto sobe-se a rampa, pode-se também observar o centro do Rio de Janeiro visto do alto de Santa Teresa. E após subir rampa de suave inclinação, chega-se á porta do Museu, onde de imediato encontra-se exposto um antigo bonde preservado. Se trata de um dos primeiros bondes utilizados, ainda puxados por tração animal. Na verdade os primeiros bondes, para quem não sabe, eram puxados por burros.

O Museu do bonde possui um interessante acervo acerca da história dos bondes e transportes ferroviários urbanos. A exposição conta com painéis com fotos e textos explicativos, maquetes de antigas composições de diferentes épocas e para diferentes fins, como bonde para transporte de carga e uma interessante maquete com um bonde sem teto, com guindaste acoplado, para transporte de carga e manutenção.

Bondes de Diferentes Épocas e Tipos de Usos

O sistema de transporte Ferrocarril ou por Bondes, passou por diferentes épocas, e isto pode ser notado através a aparência dos bondes, seja em fotos, seja através das maquetes ou através dos veículos preservados. Os veículos tinham a função de transporte de passeiros, mas existiam bondes especiais, para transporte de carga, bondes de manutenção e socorro com guindaste, e existiram até bondes "pronto-socorro" para atendimento e remoção de pacientes tipo ambulância.

No interior do museu existem inúmeras maquetes ou miniaturas de bondes de diferentes épocas e para diferentes tipos de usos.

Através da grande maioria das maquetes, pode-se notar que a cor dos bondes nem sempre foi amarela. Em tempos mais remotos era de cor verde escura.

Na foto do lado direito, vemos três maquetes de bondes. A maquete de bonde vista no centro da foto, é um bonde que parece bastante antigo, e o que é visto mais atrás, parece ser um bonde fabricado posteriormente, talvez mais utilizado nos últimos anos da primeira metade do século 20. Na minuatura vista no canto direito da foto, aparece um bonde sem teto, onde atrás do compartimento do cabineiro, existe um espaço aberto semelhante à carroceria de um caminhão de carga. Observe que neste espaço, existe um guindaste. Este era um tipo de bonde usado para manutenção e socorro.

Bonde da metade do século 19 movido por tração animalMaquete ou miniatura de bondes de diferentes épocas e para diferentes tipos de usos

Acima, lado esquerdo, um dos primeiros bondes que passaram a ser utilizados na metade do século 19, movido por tração animal, está preservado e exposto na entrada do Museu do Bonde, como visto na foto acima. Do lado direito, algumas das inúmeras maquetes de modelos de bondes que foram utilizados em diferentes épocas, desde a implantação do transporte ferrocarril até a sua extinção.

Painel Expõe Trilhos e Soluções Técnicas

Mostruário mostra os trilhos utilizados e soluções técnicas utilizadasNa foto ao lado, é mostrado um painel com diferentes tipos de trilhos e combinações usadas para substituir tipos de trilhos que depois de algum tempo deixaram de ser fabricados.

Nos perfis de trilhos mostrados na parte de cima do painel, estão mostrados trilhos de "fenda" ou trilhos com "rebordo", que eram muito empregados na tração urbana. Estes trilhos tinham uma fenda que visava proteger o calçamento das ruas, por onde passava o friso da roda.

Uma vez que os "Trilhos de Fenda" deixaram de ser fabricados, a engenharia ferroviária, passou a utilizar-se para as vias permanentes de ferrocarris (bondes) uma solução denominada de contratrilhos. Este recurso ou solução consistia de utilizar dois prefis de trilhos alinhados, com ligeira diferença de altura obtida mediante calço, e presos entre sí por um parafuso fixador e distânciador, como mostram os perfis acima.

Este painel é um dos mais interessantes para quem se interessa por tecnologia e engenharia, e estão mostrados de maneira primorosa, com os trilhos em corte e niquelados. Uma veradeira obra prima em termos de apresentação.

Como Visitar e Chegar ao Local

Museu do Bonde

O Museu do Bonde é visto do lado direito. Após subir esta pequena rampa metálica verde, chega-se ao local onde esta exposto o acervo do museu, com peças, equipamentos, fotos e replicas de antigos bondes.

Embora o Museu do Bonde fique nas dependências da garagem e oficina dos bondes de Santa Teresa, não é possivel chegar exatamente até o local através do bondinho.

Mas não é preciso dizer que, para visitar o museu do Bonde, pode-se subir o bairro de Santa Teresa pegando exatamente o Bonde de Santa Teresa no centro da Cidade do Rio de Janeiro, e descer no Largo dos Guimarães, um dos principais e mais movimentados pontos do bairro.

Uma vez no Largo, basta se dirigir á Rua Carlos Brant, que se inícia praticamente no mesmo local. Na verdade o Museu fica no final desta pequena rua, no número 14. É uma pequena caminhada, durante a qual pode-se observer pequenas casas em ladeiras sinuosas assim como ver o centro do Rio de Janeiro ao longe e mais abaixo.

Outra opção para visitar é subir de taxi ou ônibus e descer no Largo dos Guimarães. Se for de carro, pode tentar estacionar na própria rua Carlos Brant.


Referências

  • Relato de visita ao museu com textos e fotos tiradas no local pelo autor desta página.