Jardim Botânico

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O Jardim Botanico do Rio de Janeiro, pode ser considerado uma reserva ecológica ou santuário ecológico, sendo um dos 10 mais importantes no mundo, abrigando espécies raras de plantas da flora brasileira e também de outros paises.

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Calmo e sereno nos dias de semana, o Jardim Botanico floresce com famílias e música nos fins de semana. É um ótimo local para lazer e contemplar a natureza, abrigando passáros selvagens como parte do cenario, podendo-se ouvir o canto dos mesmos.

O Jardim Botânico foi fundado por ordem do Príncipe Regente D. João VI, em 1808, com fins de aclimatizar plantas trazidas das Índias Orientais. Uma das primeiras plantas a chegar foi a Palma Mater, uma das três mais antigas palmeiras Imperiais do jardim.

Ao andar pelo Jardim Botânico, um santuário ecológico, tomamos contato com a diversidade da flora brasileira e estrangeira, e com fatos ligados à história do Rio de Janeiro.

Localização | Como chegar ou ir ao Jardim Botânico

O Jardim Botânico situa-se no também chamado Bairro do Jardim Botânico, na rua que também se chama na Rua Jardim Botânico.

Para quem vem pelo Metrô, é preciso descer em alguma estação que tenha ônibus integrado ao Metrô. Prôximo à Estação Botafogo do Metrô, existem ônibus que seguem pela Rua São Clemente (ao lado da estação) e passam pela Rua Jardim Botânico.

Sobre o Jardim Botânico e sua História

A área onde situa-se o Jardim Botânico, nas cercanias da Lagoa Rodrigo de Freitas foi povoada, embora não densamente, desde os fins do século 16, quando no local se estabeleceram vários engenhos. O nome original da Lagoa Rodrigo de Freitas era Sacopenapã, um nome Tupí.

Jardim Botânico do Rio de Janeiro, fundado por D.João VI em 1808

Acima, uma sequência de fotos tiradas no Jardim Botânico do Rio de Janeiro, fundado por D.João VI em 1808, quando ainda era Príncipe Regente.

Flores e trepadeiras no Jardim Botânico

É dificil conseguir uma foto que expresse melhor o que é o Jardim Botânico. São inúmeras as atrações, e na foto acima podemos ver a diversidade de flores e plantas, e os belos caminhos por onde se pode circular observando as plantas cultivadas no local.

Lago com vitoria régia, e muitas plantas, ao fundo densa mata

Lago com vitoria régia, onde vemos ao redor e entornos diversas arvóres e plantas. Ao fundo uma densa vegetação de mata que cobre os morros que circundam o Jardim Botânico.

Casa dos Pilões | Antiga Casa da Pólvora

Acima, a Casa dos Pilões ou antiga casa da Fábrica de Pólvora.

O Jardim Botânico foi criado por Dom João VI, quando este ainda era Príncipe Regente, logo após sua chegada ao Brasil, no ano de 1808, sob o nome de Real Hôrto, anexo à uma Fábrica de Pólvora estabelecida no antigo Engenho da Lagoa, que pertenceu a Rodrigo de Freitas. O proprietário deste Engenho havia inclusive mandado construir uma capela no local.

D.João visitava o Real Hôrto frequentemente, tendo ele plantado com suas próprias mãos uma palmeira que veio das Antilhas, que hoje é chamada palmeira real ou palmeira imperial ou palma mater.

Ao completar seu centenário, a palmeira tinha 36 metros de altura. Interessante notar que, segundo o pintor de história Debret, que esteve no Brasil e trabalhou para Dom João VI, em seu livro sobre sua estádia no Brasil, Debret relata que, Dom João dificilmente andava vestido como foi pintado nos quadros, ou seja com aquelas roupas de cerimônias formais. Diz que ele era um bom cavaleiro, e gostava muito de sair a cavalo ao invés de couche quando estava no palácio de Santa Cruz ou outras áreas mais afastadas.

Voltando ao tema principal, em 1819 o o Real Hôrto foi aberto ao público com o nome de Real Jardim Botânico, tendo sido inclusive anexado ao Museu Nacional à mesma época. Em 1922, ano da Independência tornou-se uma repartição autônoma.

O Primeiro Diretor e Pesquisador do Jardim Botânico

Quem visitar o Jardim Botânico, verá o busto de Frei Leandro do Sacramento, um frade carmelita que foi o primeiro diretor.

Frei Leandro era um professor de botânica da antiga Escola Anatômica Cirúrgica e Médica do Rio de Janeiro, tendo sido mundialmente conhecido em função de estudos e pesquisas relativos à flora brasileira. Foi membro da Academias de Ciências de Londres e Munique.

Este diretor e pesquisar catalogou as plantas cultivadas no Jardim Botânico e escreveu vários trabalhos sobre as diferentes espécies ali cultivadas.

O que ver no Jardim Botânico

São inúmeras atrações no local, onde existem imensos gramados, muitos jardins, alas sinuosas e até mata densa. Na verdade, as encostas do Jardim Botânico estão cobertas de densas matas que estão dentro dos limites do Parque Nacional da Floresta da Tijuca. Entretanto, o passeio pelo Jardim Botânica não entra nos limites da mata densa.

No local existe alas de palmeiras centenárias, orquidário, lagos inclusive com plantas aquáticas gigantes chamadas Vitória Régia. Alguns caramanchões e interessantes jardins.

Existe um "tremzinho" puxado por trator que dá uma volta pelo parque para quem prefere se locomover rapidamente ou não pode caminhar bastante.

Existe também atrações de caracter histórico. O portal e fronstispício que pertenceu ao edifício da antiga sede Academia Real de Belas Artes, demolido no século 20 e projetado pelo arquiteto Grandjean de Montigny, um dos fundadores da academia no tempo de D.João VI, se encontra preservado no local.

Outra atração histórica, é a Casa dos Pilões ou antiga Casa da Pólvora, uma construção típica da arquitetura e engenharia do período colonial, restaurada e aberta à visitação.

A fábrica funcionou até 1831, quando então foi desativada e reformada, e teve diferentes usos, tendo sido inclusive laboratório e residência de um botânico.

A casa pode ser visita em seu interior, onde podemos ver detalhes de sua construção e uma maque do antigo engenho de moagem da casa dos pilões.

Jardim Botânico - Lago com vitória régia

Acima foto do Jardim Botânico, mais precisamente do lago com plantas aquáticas, onde destaca-se a espécie Vitória Régia. Este lago com plantas gigantes, foi criado pelo primeiro diretor do Jardim Botânico, Leandro do Sacramento. Não somente este lago, mas muito do que existe no Jardim Botâncio, em termos de planejamento e arranjo, se deve à este antigo diretor.


Referencias e Fontes:

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