Engenho de Moagem da Casa dos Pilões

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Sobre o engenho de moagem que existia na Casa do Pilões, dentro do Jardim Botânico do Rio de Janeiro. Descrição e foto do engenho abordando a tecnologia e engenharia da época colonial. Um engenho movido à roda dágua, porém construído em madeira.

O engenho de moagem e sua maquete

No interior da Casa do Pilões ou antiga Real Fábrica de Pólvora, existe uma maquete ou réplica em miniatura do antigo engenho de moagem da fábrica, que exemplifica como a era engenharia empírica dos engenhos à época.

Os equipamentos bastantes primitivos eram à base de madeira, praticamente sem peças de metal ou ferro fundido.

Certamente nesta época o lubrificante seria o "óleo de mamona" ou mais precisamente chamado de "azeite de mamona" que eram utilizados para lubrificar os eixos dos "carros de boi", meios de transporte primitivos feitos apenas em madeira.

Abaixo a maquete do engenho de moagem com roda d´agua da casa de pólvora. Observe que sobre a roda maior existe uma calha entalhada em madeira suportada por uma forquilha igualmente de madeira rúsitca. Certamente por uma abertura apropriada na pareda da casa, a calha conduz a água que move a roda dágua.

Maquete do engenho de moagem com roda d´agua da casa de pólvora

Continuando a descrição, uma vez que a roda d´agua se mova, esta faz girar as engrenagens movimentarão uma série de pilões dispostos ao longo do eixo da do engenho todo feito em madeira.

A maquete da casa revela métodos construtivos

Podemos notar que a maquete em corte da casa revela também os detalhes construtivos da edificação, quando vemos os travamentos e contraventamentos com peças em madeira dura utilizados para dar rigidez aos vãos das janelas e portas. Interessante notar que, uma peça de madeira era usada como verga, e travada com outras peças formando um quadro. Outras peças faziam um contraventamento evitando flanbagens das peças laterais das janelas, como também era coloca uma peça na parte inferior da janela, um pouco abaixo do vão, para evitar trincas. Na maquete os vãos de portas apresentam a mesma metodologia construtiva.

A antiga tecnologia dos engenhos do Brasil Colonial

Através de fotos e descrições, e também de relíquias existentes, podemos notar que, os engenhos antigos em sua construção envolviam mais o trabalho de carpinteiros e madeireiros para sua construção do que materiais provenientes de fundição e ferreiros, quanto menos do trabalho de metalúgicos, torneiros, soldadores etc.

Como foi dito acima, um outro típico meio de transporte do Brasil rural, ainda comum na primeira metade do século 20 era o carro de bói, que igualmente era todo feito em madeira.

Roda dágua do engenho de moagem da antiga fábrica de pólvoraEngrenagem de madeira | rodas dentadas do engenho

Acima, detalhes da maquete do engenho da Casa do Pilões, no Jardim Botânico do Rio de Janeiro. Do lado esquerdo vemos a roda dágua e engrenagens do engenho de moagem, e do lado direito a engrenagem com roda dentada em vista ampliada.

A roda ao girar fazia mover a segunda engrenagem que por sua vez fazia também girar a outra engrenagem que então transmitia rotação ao eixo horizontal disposto ao longo dos pilões.

Por sua vez, a engrenagem maior ao girar fará a engrenagem menor girar mais rápido conferindo movimentos giratórios igualmente mais rápidos aos eixo horizontal.

Este eixo possui vários pinos encravados no mesmo, que ao girar faz com que os pinos levantam cada um dos pilões a cada ciclo de rotação do eixo. Mas estes pinos não estão dispostos todos na mesma posição, sendo que os pilões não são acionados de uma só vez, e sim alternadadmente. Esta disposição faz com que, a força proveniente da roda dágua seja suficiente para acionar vários pilões de forma alternada. Se o acionamento fosse de todos eles ao mesmo tempo, a força ou "torque" exigido seria bem maior, e provavelmente isto não seria possivel.

Para quem se interessa por engenharia e arquitetura, existe uma página neste site falando também sobre a cobertura e estrutura do antigo pavilhão de São Cristóvão no Rio de Janeiro.

Referencias e Fontes:

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