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Casa
Museu de Santos Dumont | Petrópolis
Em
Petrópolis, fica a ultima residência de Santos Dumont. Também
chamada "A Encantada", é uma pequena, exótica e interessante casa desenhada por ele
mesmo, que hoje é um pequeno museu aberto à visitação. Em
uma praça da cidade, existe também uma réplica do avião
14-Bis.
Como
chegar ou visitar
O
Museu Casa de Santos Dumont fica em Petrópolis, cidade serrana à
mais ou menos 1 hora de ónibus do Rio de Janeiro.
Localiza-se
na Rua do Encanto, 22 – Centro
O
ingresso é adquirido no local à um custo acessível à qualquer
pessoa.
Uma
vez que voce esteja no centro de Petrópolis, pode-se ir à pé,
caminhando pela cidade e aproveitando para conhecer outros locais,
pois a cidade é cheia de atrações turisticas e locais
interessantes.
Destacam-se
o Palácio Imperial, belas praças e ruas arborizadas com alamedas de
árvores em torno de córregos, inúmeros bares aconchegantes, o
Palácio de Cristal, a Catedral onde repousa a familia real, e
inúmeras outras atrações.
A
casa fica em frente ao prédio da PUC de Petrópolis, onde fica
também o chamado Relógio das Flôres.
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A
casa de Santos Dumont em Petrópolis é um chalé do tipo alpino francês.
A cobertuura de folhas de flandres. A casa tem uma
espécie de porão no primeiro nível, sala no segundo
nível, um mezanino usado para dormitório ligado à um
banheiro. Possui também sotão sob o telhado. |
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Localizada
na escosta ingreme, antes de atingir o primeiro nivel,
sobe-se alguns degrais de escada na encosta. O primeiro
nível, demarcado por revestimento de pedras, era usado
para oficina e laboratório. O acesso ao segundo piso,
onde é a sala, se dá pela escada externa de madeira,
vista na foto.
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História
da Encantada
A
casa foi construída em 1918, após a compra do terreno por
Santos Dumont, para ser sua residência de verão. O terreno é
ingreme ou muito inclinado, e na época tido como impróprio e
"local complicado" para construção.
Mas
certamente Santos Dumont viu o terreno com olhos que outros não
veriam, pois ele gostava de altura e o terreno era bem
localizado, em frente à do antigo Palace Hotel, no mesmo
prédio onde hoje é ocupado pela Universidade Católica de
Petrópolis.
Ele
mesmo desenhou e planejou a casa para sí mesmo, mas contando
com a ajuda do Engenheiro Eduardo Pederneiras.
A
casa fica na encosta do antigo morro do Encantado, e devido à
esta localização, Santos Dumont a chamava carinhosamente de
"A Encantada".
Curiosidades
e Excentricidades
Santos
Dumont tinha uma personalidade exentrica e a casa revela isto.
Ela foi projetada de forma absolutamente prática e adequada à
sua personalide. Compacta e pequena e com algumas
"engenhocas" ou pequenas "invenções".
É
pequena e sem espaços desnecessários, tendo no porão ou
pavimento térreo um local onde ele usava como oficina e
laboratório.
No
primeiro pavimento, que fica acima do porão, acessado por uma
escada externa em forma de raquetes alternadas, uma sala que
servia como biblioteca e também escritório.
Dentro
da sala, existe um segundo piso, que na verdade é um mezanino,
também acessada por outra escada com degrais em forma de
raquetes, onde fica um pequeno espaço usado para quarto de
dormir e um banheiro.
A
casa tem um pequeno terraço ou observatório num plano elevado,
que é acessado do quintal, através de uma espécie de pequena
passarela de madeira, cujo corrimão é uma corda esticada.
Neste local, durante a noite, Santos Dumont passava horas
observando o céu e as estrelas.
Certamente
o fato do antigo Palace Hotel ficar em frente ao local da casa,
pesou na escolha de Santos Dumont, tanto é que ele projetou a
casa sem cozinha. Todas as refeições dele vinham do antigo
hotel.
O
segundo livro de Santos Dumont, uma auto-biografia chamado " O que eu vi. O que nós
veremos." foi escrito nesta casa.
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Escada
de entrada da casa de Santos Dumont em Petrópolis. Os
degraus em forma de raquete ou pás permitem boa
inclinação e ao mesmo tempo apoiar os pés plenamente.
Do lado direito da escada, a entrada do porão usado
para laboratório e oficina. |
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O
Chuveiro à Alcool
Como
não poderia deixar de ser, além de outras
particularidades, a casa possui também uma invenção.
No
banheiro existe um chuveiro que fornece agua quente
aquecida à alcool. Este deve ter sido provavelmente o
primeiro aquecedor de água quente que não se
utilizasse de aquecimento através de serpentina de cano
de água passando através de fornalha ou fogão à
lenha.
A
Escada Raquete
Na
casa existem duas escadas de madeira que se destacam,
ambas com degrais em forma de raquete. Uma escada
externa liga o primeiro nivel (onde fica o porão
oficina) ao segundo nível (onde fica a entrada na sala
da casa). A outra escada liga a sala ao
mezanino-dormitório.
Este
tipo de escada permite uma maior inclinação sem
comprometer a segurança durante os passos, permitindo
apoiar plenamente os pés.
O
Mito da Supertição
Devido
ao formato das escadas e disposição dos degrais, ela
força o início da subida com um determinado pé. A
primeira "escada raquete" do exterior da casa,
força a subir com o pé direito.
Deste
fato vem a idéia que Santos Dumont era superticioso.
Entretanto,
após atingir o patamar superior e entrar na sala da
casa, existe uma outra escada praticamente igual à esta
ligando ao mezanino. Nesta segunda escada, o primeiro
degrau fica do lado esquerdo, o que parece desmontar a
idéia de supertição.
Vida
Metódica
A
casa revela ser Santos Dumont uma pessoa muito
metódica. O acolchoado sobre o móvel onde era sua
cama, era colocado à noite e retirado e guardado
durante dia o por uma arrumadeira diarista. No local só
havia espaço para um colchão de solteiro.
Este
leito ficava sobre uma espécide de arca-armário no
mezanino, com muitas gavetas, e o local durante o dia
podia ser usado como assento junto à uma escrivaninha
do lado.
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Sobre
Santos Dumont
Alberto Santos Dumont,
foi um grande inventor brasileiro, filho de fazendeiros de Minas
Gerais, tendo nascido na fazenda dos pais em 1873 e falecido no Guarujá,
estado de São Paulo, em 1932.
Foi
um grande balonista, um grande desenvolvedor e piloto de seus
próprios dirigíveis e pioneiro da avião.
Realizou
o primeiro vôo em público decolando com um veículo mais
pesado que ar sem a ajuda de impulsos e propulsão fora do
próprio aeroplano.
Desenvolveu
também o avião chamado "Demoiselle" ou
"Libélula", seu aeroplano mais bem sucedido e copiado
no mundo inteiro.
Santos
Dumont foi um dos homens mais famosos e conhecidos no mundo em
sem tempo de vida, mas principalmente na Europa, mais quando era
uma celebridade dos ares, primeiro voando de balões, depois de
dirigeis e finalmente de aeroplanos.
Um
Inventor Magnânimo
O
ultra-leve é na prática uma versão do
"Desmoiselle". Santos Dumont abriu mão de registrar a
patente e consequentemente dos royalts que a invenção poderia
render, pelo puro magnânimo ideal de propagar conhecimento. As
pranchas logo foram publicar em uma famosa revista chamada
"Mecânica Popular" nos Estados Unidos, e qualquer
pessoa que quizesse voar, tinha acesso à tecnologia e
invenção de Santos Dumont.
A
Casa Museu
A
casa se tornou um museu por vontade de seus herdeiros, os
sobrinhos de Santos Dumont. A casa foi doada à Prefeitura de
Petrópolis com a condição de que a casa se tornasse um local
de visitação ou uma instituição que homenageasse e
perpetuasse a memória do grande inventor. Santos Dumont foi um
tio magnânimo, e seus sobrinhos certamente também o foram, a
realizar este ato.
Deste
ângulo pode-se perceber os três níveis da casa. Uma
vez chegando ao patamar, onde fica a oficina-porão no
primeiro nível, sobe-se para o segundo nível através
da escada de madeira até o patamar elevado, também de
madeira que fica de frente à entrada da sala da casa. A
sala era usada também como biblioteca.
Dentro
da sala, num nível mais elevado, existe um mezanino,
que Santos Dumont usava como uma espécide de
dormitório flexível. Durante o dia poderia ser usado
como uma pequena sala ou escritório. A janela grande e
mais alta do lado esquerdo, é a janela do mezanino.
No
mesmo nível do mezanino, existe também o banheiro. A
janela do banheiro não aparece na foto, mas fica do
lado esquerdo.
A
casa possui um sotão sob a inclinação do telhado,
sendo a janela horizantalmente estreita escavada no
telhado a iluminação do sotão, quase rente ao
piso.
As
duas pequenas janelas quadradas, do lado direito, acima
da porta de entrada abrem-se para a sala. Como estão a
grande altura do piso, Santos Dumon usava uma
"engenhoca" que ao puxar um corda que amarrado
à grade do mezanino onde dormia, ele pode abri-las ou
fecha-las.
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