
A Biblioteca Nacional é uma instuição bicentenária, fundada por D.João VI em 1810, dois anos após sua vinda para o Brasil juntamente com a Corte Portuguesa e Familia Real. A atual sede da Biblioteca completou 100 anos em 2010, e localiza-se na Av. Rio Branco, na praça popularmente conhecida como Cinelândia, no Rio de Janeiro.
Com excessão do monumental hall de entrada que é formado por um átrio iluminado por claraboia superior, o acesso é de certa forma bastante restrito. Para visitar as partes mais importantes da biblioteca, somente é possível através de uma visita guiada.
Através das visitas guiadas, pode-se entender melhor a história da instituição, suas intalações e seus serviços. Para visitas guiadas e horários de visitação é sempre bom ligar antes para fazer uma agendamento e saber dos horários.
Quando lá estivemos em 2010, participamos de uma visita guiada com os demais visitantes, a maioria de outros estados do Brasil e hávia também visitantes internacionais. Para quem inclui cultura, história e arquitetura em seus passeios ou viagens, a visita à Biblioteca Nacional é um local interessante para se conhecer.
A visita começou no hall de entrada (átrio central) e depois foi visitado o setor de arquivo de periódicos e jornais, juntamente com a sala para leitura dos mesmos. À seguir vimos o setor de iconografia onde é armazenado material pictórico como gravuras, imagens, mapas, etc. Neste setor existem inúmeras grávuras raras, imagens que documentam a história do Brasil. Foi mostrado também o setor de manuscritos onde existe também documentos preciosos relativos à história do Brasil. Outra sala mostra refere-se ao arquivo geral, onde são armazenadas todas as publicações existentes no Brasil, e segundo a guia, em 2010 chegam à biblioteca mais de 150 por dia.

Acima a escadaria da interna da Biblioteca Nacional tendo em seu primeiro patamar o busto de D.João VI, seu fundador. A visita guiada se inicia nesta hall de entrada, diante da escadaria interna, no átrio central iluminado por uma claraboia com primorosos vitrais. As galerias que rodeiam o átrio central, a disposição da escadaria e a claraboia evidênciam claramente as caracteristicas do estilo neoclássico que rege a concepção arquitetônica da edificação inaugurada em 1910.
A Biblioteca Nacional é a maior biblioteca da America Latina e segundo classificação da Unesco a biblioteca é considerada a oitave em grau de importância no mundo. O acervo conta com cerca de nove milhões de peças que preservam a cultura e memória do Brasil e do mundo. Entre estas peças estão livros, mapas, gravuras, revistas periódicas e outros elementos que expressam a criação intelectual e registro da história e cultura.
Na área de registro e mémora musical do Brasil, possui um dos maiores acervos, que abrangem partituras, fonogramas, gravações de fitas cassete e de rolo, cds e discos.
Entre as inúmeras raridades da biblióteca, destacam-se duas Bíblias raríssimas, das primeiras edições dos sócios de Gutemberg. Estas Bíblias vieram com D.João VI para o Brasil. Segundo reportou a guia que conduziu a visita à biblioteca, o Congresso dos EUA ofereceu uma vultuosa soma em troca de uma destas Bíblias, que no entanto a Biblioteca Nacional recusou.
A Biblioteca Nacional tem também a função de armazenar e registrar obras intelectuais, como livros, peças de teatros, letras de música e partituras, e outras manifestações do intelecto.
O registro é feito no Palácio Gustavo Capanema que já foi sede do antigo Ministério da Educação e Cultura. O prédio do MEC fica também no centro do Rio de Janeiro, muito perto da Biblioteca Nacional. Embora o registro não seja na seda da Instituição Biblioteca Nacional, é a Instituição Biblioteca Nacional que se incumbe de armazenar o material registrado.
Embora a a Biblioteca Nacional possua um acervo de "dar água na boca", por outro lado possui restrições de acesso e uso de seu rico acervo. Os visitantes não tem acesso livre para consulta às obras como em outras bibliotecas, e a Biblioteca Nacional também não empresta livros. A única parte de mais fácil acesso é a que armazena periódicos e jornais de todo o Brasil.
O acesso à obras raras somente é permitido com justificativas, com fins de pesquisa e fins acadêmicos, em alguns casos necessitando de algum documento fornecido pela entidade de origem se for o caso. Em outras palavras, não é permitida consulta por mera curiosidade, interesse pessoal, ou pesquisa pessoal sem forte embasamento. É preciso ter uma justificativa bastante aceitável, ou certamente o interessado na pesquisa deve ser alguém com muitas referências.
Entretano, o catálogo digitalizado da biblioteca está aberto para consulta aos leitores e pesquisadores do mundo todo através de um website na internet.
Acima foto do edifício em estilo neoclássico, onde aparece a fachada lateral e frontal. São vistos o frontão central e as colunatas no centro do edifício. De cada lado, duas alas simétricas com 4 andares de cada lado. Nos cantos das estremidades de cada ala, existem torreões também com janelas. Na foto do lado direito, vemos o edifício da Biblioteca Nacional visto de frente, em foto tirada de um ponto da Praça Marechal Floriano ou Cinelândia.
Em 2010, a Biblioteca Nacional completa 200 anos de sua fundação, por D.João VI. Entretanto, a sede atual foi inaugurada 100 anos depois de sua fundação, já sob os auspícios da República.
Quando D.João transfereu a capital do Reino Unido de Portugal para o Brasil, este trouxe consigo um enorme acervo de livros. Com estes livros, D.João VI fundou oficialmente a Biblioteca em 1810.
O primeiro local da Biblioteca Nacional, foi no mesmo prédio que abrigava o Hospital do Convento da Ordem Terceira do Carmo, na Praça 15, antigo Largo do Paço. Este local ainda existe, e fica exatamente atrás do Paço Imperial da Praça XV, atravessando a Rua Primeiro de Março, que antigamente e naquela época se chamava Rua Direita.
A atual sede da Biblioteca Nacional faz 100 anos decorridos de sua inauguração, 1910, na antiga Avenida Central, hoje chamada Av. Rio Branco. A Av. Central foi igualmente aberta no início do século ligando a Praça Mauá ao antigo Largo da Ajuda, onde hoje é a praça conhecida como Cinelândia. Nesta mesma época, inúmeros edifícios foram construidas na Av. Central (hoje Rio Branco) e também em volta da Cinelândia.
São contemporâneos ou construídos à mesma época o Teatro Municipal, o atual Museu Nacional de Belas Artes, o antigo prédio do Supremo Tribunal Federal, hoje Centro Cultural da Justiça Federal e o o Club Militar que fica na Av Rio Branco ao Lado do Municipal. O Palácio Pedro Ernesto, que fica de frente para a Biblioteca Nacional teve sua construção finalizada em 1923, embora o projeto seja de um concurso de 1911, de autoria do arquiteto Arquimedes Mémória.
Com a República recem proclamada, a idéia na época era modernizar a cidade, com vias largas e em função destas idéias de progresso urbano, muitas construções antigos dos tempos coloniais foram demolidas. Para abrir espaço para a construção da Av. Central muitas construções coloniais foram demolidas e para criação da Praça da Cinelândia como vemos hoje, o antigo Convento da Ajuda também foi demolido. As freiras do convento foram mudadas para uma nova sede no bairro de Villa Isabel.
Com estas intervenções urbanas, o Rio de Janeiro naquela época adquiriu um "ar" Parisiense ao estilo da Belle Epoque, e se tornou novamente uma cidade em destaque no mundo.
Entretanto, deve-se lembrar que, existe um acervo imenso de pinturas que realçavam as belezas do Rio deJaneiro dos tempos coloniais, quando pintores europeus vinham para o Brazil procurando cenas que jamais eram encontradas em outras partes do mundo. Estas pinturas são as chamadas "Brasilianas", feitas principalmente no século 19, após a vinda de D.João VI, quando os maiores destaques da cidade não eram apenas edificações altas como nos dias atuais, e nem suas montanhas principais como o Pão de Açucar ou Corcovado. Nesta época as construções eram baixas e as montanhas e morros eram mais evidentes no cenário urbano por todos os lados.
Com relação à "Brasilianas" e livros escritos por visitantes estrangeiros após a vinda de D.João VI, muitos destes documentos escritos e iconográficos estão armanzenadas na própria Biblioteca Nacional.
O imponente edifício em estilo neoclássico com elementos de ecletismo, que se tornou um marco arquitetônico da antiga Av. Central (hoje Rio Branco) foi projetado pelo General arquiteto Francisco Marcelino de Souza Aguiar.
Foi um marco não somente pela sua grandeza e por aspectos estéticos que a muitos encantaram na época, mas também porque foram instalados inúmeros recursos técnicos, bastante avançados para o seu tempo.
Entre estes recursos estão armações e estantes de ferro, grandes salões, elevadores para transporte de livros feitos com tubos pneumáticos possibilitando transportar rapidamente os livros que vinham dos andares superiores até os salões dedicados à leitura.
Outro elemento arquitetônico e detalhe construtivo que chamou atenção na época foram também os pisos de vidro nos armazens das alas laterais, onde livros e documentos são guardados.

Na foto acima a escadaria central e frontal da Biblioteca Nacional, vendo-se também suas colunatas e frontispício acima das três arcadas que guarnecem a entrada para o átrio central. A foto foi tirada em um dia de semana, onde se vê muitos passantes, um casal sentado na escada e um carrinho de sorvete e cachorro quente diante do edifício, na movimentada Av. Rio Branco. De cima da sacada, que fica sobre a entrada, têm-se uma bela vista da Praça da Cinelândia e seu conjunto de edifícios entre eles o Teatro Municipal.
Acima fotos do interior da Biblioteca Nacional, onde vemos o átrio central com escadaria e galerias circundantes, uma arquitetura típicamente neoclássica. Entretanto o edífico é também eclético quanto aos elementos arquitetônicos utilizados. Na foto do lado direito, também acima, aparece o átrio central, as galerias e uma claraboia com vidros em arte noveau.