
Sobre o Real Gabinete Português de Leitura no Rio de Janeiro, uma biblioteca instalada em um edifício de rara beleza e valor histórico, tanto internamente como externamente. O acervo é precioso com livros raros dos séculos XVI, XVII e XVIII, entre elas muitas das primeiras edições de grandes obras.
O Real Gabinete de Leiturua Português fica na Rua Luís de Camões, número 30, no centro Rio de Janeiro, muito próximo à Praça Tiradentes e também ao Largo de São Franciso, ficando de frente para um pequeno Largo que fica entre uma das laterais do Teatro João Caetano e fundos da antiga Escola Nacional de Engenharia. A instituição fica aberta de segunda à sexta, de 9h à 18 horas.
Acima detalhes da fachada do do Real Gabinete Português de Leitura em estilo Manuelino, com enfase no . portal de entrada e estatuária.
Na foto acima, detalhes da bela fachada do Real Gabinete Português de Leitura, um dos poucos palacetes no Rio de Janeiro que tem sua arquitetura em estilo Manuelino. A foto enfatiza as torres e parte superior do edifício.
A instituição já existia antes do prédio onde se localiza atualmente. Foi fundada no ano de 1837, por um grupo formado por 43 imigrantes portugueses, a maioria comerciantes, alguns deles refugiados políticos do absolutismo em que se encontrava Portugal.
O objetivo da instituição era promover os laços de amizade e cultura entre a comunidade portuguesa na então capital do Império do Brasil. Foi uma entidade pioneira, tendo sido a primeira associação da comunidade portuguesa no Rio de Janeiro.
O edificio atual, que abriga a biblioteca e instituição foi construido entre 1880 e 1887, sendo projeto de um arquiteto portugês chamado Rafael da Silva e Castro. Trata-se de um estilo arquitetônico neomanuelino que alude ao gótico renascentista que teve seu auge na época das grandes navegações e descobrimentos portugueses do novo mundo. O estilo leva este nome por ter tido seu auge durante o reinado de D.Manuel entre os anos de 1495 e 1521.
Quem lançou a pedra fundamental da construção foi D.Pedro II em 1880. Em 1887 aconteceu a inauguração com a presença da Princesa Isabel e seu esposo, o Conde d´Eu.
A biblioteca do Real Gabinete de Leitura Português possui um acervo riquíssimo contando com livros que vem século 16.
A arquitetura interna e mobiliário da biblioteca também são de rara beleza. A biblioteca tem forma de átrio central iluminada por uma bela e grande claraboia composta de vitrais. O mobiliario interno e estantes conta com belos talhas ou primorosos trabalhos em madeira talhada.
Existem estantes de livros circundando todas pareces de forma inteligentemente planejada e várias mesas dispostas para leitura. Os livros ficam dispostos em vários níveis, acessadas por corredores com gradis que circundam as estantes.
As fotos do palacete mostradas ao lado, mostram detalhes da fachada em estilo neogótico renascentista português, estilo este que é também chamado de estilo Manuelino.
A fachada é bastante detalhada, com nervuras e ogivas, rosáceos e pilaretes, típicas da arquitetura gótica. Ainda com relação à fachada, esta se apresenta simétrica, e possui quatro estátuas, sendo duas de cada lado, colocadas sobre consoles elevados.
Ao nível do pavimento térreo existe um portal central e duas grandes janelas nervuradas de cada lado. Ao nível do segundo piso, na parte centrual outra janela dividida por um pilarete cental e duas janelas de cada lado de com 4 seções de vitrais, e culminando a consturção, quatro torres no topo.
Acima outra vista da fachada do Real Gabinete de Português Leitura, foto esta tirada num dia semana com muitos transeuntes passando à frente da edificação. Na imagem do lado esquerdo, o interior e setor principal do Real Gabinete de Leitura Português, que é a biblioteca, um grande espaço em forma de átrio central, iluminado por vitrais que de uma grande claraboia.

Acima a fachada da sede e biblioteca do Real Gabinete de Leitura Português, concluído em 1887, localizado à Rua Luiz de Camões, no centro histórico do Rio. As construções laterais devem ser do final do século 19 e início do século 20, típicas do casario desta época.