A Barra da Tijuca é um dos bairros mais novos do Rio de Janeiro, que tomou impulso após a década de 1970 e se que firma com um dos bairros de maior evidência na cidade e no Brasil.
Até o início do século 20, as terras da área chamada Barra da Tijuca pertenciam à uma enorme fazenda que pertência á uma companhia de estrada de ferro Inglesa.
Durante o decorrer do século 20 alguns loteamentos foram feitos. Ao longo do século 20, progressivamente a Barra foi se tornando acessível, permitindo sua ocaupação.
A Av. Niemeyer chegava até o atual bairro de São Conrado, entretanto a abertura dos Túneis de São Conrado e do Joá finalizado em 1970-1971, permitiram o acesso mais rápido por estrada sem a necessidade de subir a serra ou caminhos sinuosos e longos para contornar as montanhas.
Um ponto marcante do desenvolvimento e planejamento da Barra da Tijuca, aconteceu durante a gestão do governador Negrão de Lima, quando este governava o antigo estado da Guanabara. Nesta época foi encomendado ao arquiteto e urbanista Lúcio Costa um plano para a área. Lúcio Costa, para quem ainda não sabe, é o mesmo autor do "Plano Piloto de Brasília". Foi então concebido em 1969 um "Plano Piloto" para a Barra da Tijuca.
Entretanto, entre a segunda metade do século 20, até meados da década de 1970 muitos moradores de classe média do Rio compravam terrenos de loteamentos no local com expectativa de valorização futura, geralmente com fins de investimento, já que a área era de difícil acesso para quem trabalhasse no centro do Rio, Zona Sul o Zona Norte. Muitas empresas incorporadoras e do ramo de construção cívil também possuiam enormes áreas, aguardando a posterior valorização para a construção de condomínios.
Em termos de navegação, a palavra "barra" tem o significado de foz de um rio ou riacho, entrada de um porto ou baía e isto tem a ver com a própria geografia do lugar. A entrada da Baía de Guanabara, antigamente era também chamda de Entrada da Barra, mas neste caso se referindo à "barra" como Baía de Guanabara. A palavra tijuca é de origem indígena, e tem o significado de "caminho em direção ao mar, vereda".
Na década de 1970, aconteceu a abertura do Túnel Dois Irmãos juntamente com a conclusão da Auto-Estrada Lagoa-Barra, que passa pelo mesmo túnel. Esta nova via de acesso, passa pela Gávea, passa sob o Morro Dois Irmãos dá acesso ao bairro de São Conrado e Barra da Tijuca. permitindo uma locomoção mais rápida e vívavel.
O término da Auto-Estrada Lagoa Barra propiciou grande valorização dos terrenos do bairro, e o local começou a ser ocupado. Ainda assim, os trabalhos de urbanização completa da orla, na Av. Sernambetiba somente aconteceram durante a administração do Prefeito Marcelo Alencar, em sua segunda administração entre 1988-1993. Nesta época o Prefeito implemento um plano de modernização e reurbanização dos calçadões da orla, construindo inclusive pistas de ciclovias.
Abaixo a Barra da Tijuca vista da Pedra Bonita. Grandes lagoas, algumas montanhas, extensas faixas de areia ao longo do mar aberto para o oceano compõem o cenário. O bairro tem sido adensado progressivamente, e muitos manguezais tem sido destruídos.

Em algumas partes do bairro ainda predomina edifícios de 3 andares, ou até casas de morada individual. Em algumas partes, grandes condomínios de apartamentos, alguns com agrupamentos de prédios de 25 andares cada. Muitos condomínios abrangem vários edifícios em áreas fechadas, com muitos serviços disponíveis ara os moradores.
O plano urbanistico da Barra da Tijuca prioriza a locomoção por automóvel. Salvo alguns pequenos trechos, o bairro não é do tipo onde voce pode ir caminhando na padaria da esquina, no jornaleiro, supermercado ou boteco da esquina.
Sendo o "Plano Piloto" da Barra da Tijuca projetado por Lúcio Costa, este plano urbanistico segue o mesmo furor e delírio modernista racionalista que inspirou o plano urbanistico de Brasília, com tendência a priviligear a locomoção por automóvel e separação da cidade em setores e zonas funcionais.
Entretanto o plano da Barra parece ser mais flexível quanto à setorização, e quanto ao código de construção de edifícios de apartamentos, permite a construção condomínios de torres de edifícios de apartamentos, ou seja, de predominância verticalizada, ao contrário de Brasília onde os edifícios tem menos andares e tem aparência de blocos horizontalizados nas super quadras.
Em certos trechos da Barra da Tijuca existam condomínios com torres de edifícios de apartamentos em condomínos fechados de até 25 andares, ao contrário de Brasília cujos edifícios de super-quadras tem predominância horizontalizada e não existiam condomínios com área isolada da cidade entre os blocos.
Nos setores onde foram criados mega-condomínios fechados, estes geralmente possuem alguns serviços internos, mas geralmente cada família necessita de mais de um automóvel. Entre estes condomínios destacam-se o Novo Leblon e Nova Ipanema, condomínios estes que imprimiram um novo estilo de morar na cidade.
Acompanhando a especulação imobiliária, que anúnciava a barra como o novo eldorado perto da praia, promovendo uma verdadeira revoada de familias para os novos condomínios, surgiram os mega-supermercados como o da rede Carrefours e também grandes Shopping Centers.
O Barra Shopping na Barra da Tijuca juntamente com o Shopping Rio Sul em Botafogo inauguraram a era dos grandes shopping centes da forma como são atualmente concebidos atualmente, e praticamente aniquilaram muito do comêrcio tradicional de rua nos bairros do Rio de Janeiro. Com a construção de novos cinemas e teatros nas dependências dos shoppings com facilidade de estacionamento e segurança, os cinemas e teatros de rua entraram em decadência e foram praticamente extintos nos bairros da cidade.
A Barra da Tijuca, como bairro novo, não passou por este processo de transformação. Já nasceu voltada para o automóvel, para os mega-supermercados e shopping centers. Após o Barra Shopping surgiram o Via-Park, o centro de comêrcio lazer e diversões chamado New York City e inúmeros centros empresariais.
Associado ao desenvolvimento do bairro, surgiram os chamados "Emergentes" ou um neologismo para antigo termo "Novos Ricos". O emergentes são tidos como pessoas que enriqueceram em pouco tempo, são moradores do bairro e não fazem parte de familiais tradicionais do Rio de Janeiro e nem tem antepassados que frequentavam colunas sociais.
Extravagâncias no vestir, gosto exótico quanto à arquitetura e decoração fazem parte das caracteristicas de alguns emergentes, com seus apartamentos decorados com inspiração na arquitetura "kitsch" de Miami ou Las Vegas nos EUA.
Enquanto as antigas e maiores mansões da Rua São Clemente, construídas em Botafogo na virada e início do século 20 se inspiravam e se igualavam à ostentosas e ao mesmo tempo elegantes moradias de nobres e magnatas Europeus, os emergentes da barra adoraram mimetismos neoclássicos e arquitetura pós-moderna típicas de Miami. Não existe como negar esta influência, uma influência que certamente produz construções também mais baratas e que exige um gosto menos elaborado e menos complicações estéticas ou preocupações sobre como e onde investir ou gastar dinheiro.
Além da imensa e bela praia, assim como muitos shopping centers, existe o Autódromo de Jacarepaguá que já sediou corridas do GP de Formula 1 no Brasil e o Rio Centro que é um imenso centro de convenções que sediou a Rio 92 quando lá compareceram chefes de estado de todo o mundo.
Destaca-se também a Lagoa de Jacarepaguá que na verdade é a maior Lagoa da Cidade do Rio de Janeiro, tendo três nomes para cada parte da mesma. Chama-se Lagora de Camorim a parte que fica na região do Autódromo de Jacarepaguá e do Rio Centro. A Lagoa da Tijuca é a parte que fica próxima ao mar, comunicando-se através de um canal.
A arquitetura do bairro também é uma atração, com seus condomínios de apartamentos formados por altas torres, algumas de arquitetura chamativa. Alguns centros empresariais destacam-se por terem arquitetura ousada e belo paisagismo, e também introduzem novos conceitos em termos de conteúdos programáticos de arquitetura para centros comérciais.